
Liverpool 1 a 0 Flamengo, numa análise que vai além da alegria ou da tristeza da torcida. Foto: fifa.com
O Liverpool, com um gol do brasileiro Firmino, tirou a cereja do bolo do ano vitorioso do Flamengo. Tudo foi bem, com mais conquistas que a geração Zico, mas o mundial de 1981 permanece inédito no rubro-negro. O melhor sul-americano, hat trick regional, com campeonatos Carioca, Brasileiro e Libertadores e outros títulos, naufragou diante da força inglesa. O que houve? Que disputa foi essa?
Flamenguistas dirão que a decisão podia ter mudado com a bicicleta de Gabigol. Ou com o arremate de Lincoln, no finalzinho. Mas isso é esquecer a bola na trave de Firmino, sozinho, ou os outros dois gols perdidos por ele. Sem contar o quase milagre de Rafinha: tirou a bola dos pés de Mané, cara a cara com Diego Alves, no pênalti marcado e desmarcado. O goleiro, aliás, fez umas defesas igualmente milagrosas.
O Flamengo foi melhor que aquele Santos, de Neymar e Ganso, que naufragou por 4 a 0 diante do Barcelona. Chegou a ter momentos de futebol mais forte. O problema é que peças individuais, fundamentais, não suportaram o confronto. Analisar, porém, os desempenhos de Rafinha e Felipe Luís, recém-chegados do futebol europeu, Rodrigo Caio, Bruno Henrique e Gabigol, apenas por esse jogo, é desmerecer a campanha que fizeram. E até o campeão mundial pelo Porto (Portugal) Diego, não repetiu aquela entrada fulminante da final contra o River.
Isso tudo é análise do jogo, ora, dirão, com marcante matiz de torcedor. Então aqui vão outros detalhes.
O passe do zagueiro holandês Van Dijk, ao preço desta segunda (23/12), com o euro a 4,7820, valeu R$ 401,68 milhões. O time inteiro do Flamengo custou R$ 284 milhões. A Premier League custa, segundo o site transfermarkt.com, £ 9,59 bilhões. O Campeonato Brasileiro, Série A, fica por £ 1,07 bilhão.
Os ingleses, vendo desfilar o poderio econômico da Itália e da Espanha, resolveram investir organizadamente. Construíram verdadeiras seleções internacionais, principalmente em torno de Liverpool, Manchester City, Manchester United, Tottenham, Chelsea e Arsenal. Basta lembrar que Liverpool e Tottenham passaram por cima de Barcelona e Ajax. na semifinal da Champions League deste ano. E o Liverpool conquistou, em 2019, seu quinto título da competição.
A coroa inglesa, dona do império sobre o qual o sol nunca se punha, foi destronada do mundo na II Guerra Mundial. Manteve status e dignidade, em grande parte, pela atuação brilhante do estadista Winston Churchill. Recuou. Organizou as finanças e a política. Hoje desafia e desnorteia o resto da Europa com o vai-vem do Breakxit.
O Liverpool é o topo, no futebol, de todo esse manancial. Contratou Jürgen Norbert Klopp, em 2015, e o manteve, apesar dos fracassos, até a conquista da Champions, este ano. Agora, eleito melhor técnico do planeta, será difícil tirá-lo de lá.
O Brasil é, hoje, fornecedor de matéria-prima para os clubes europeus. Jogadores brasileiros, quando retornam ao País, depois de declinar nos grandes da Europa, se transformam em astros. Vide Roberto Carlos, Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho. Acrescente o holandês Seedorf e estará formado um cenário para não deixar dúvidas.
A ousadia do Flamengo foi juntar um grupo maior de, digamos, “ex-europeus”. Trouxe Jorge de Jesus, direto de Portugal, na medida do seu poder econômico. E deu tudo certo, até esbarrar na muralha chamada Liverpool e o futebol inglês.
Terá o futebol brasileiro aprendido a lição? Dirigentes estarão dispostos a derrubar a máxima de que clube de futebol é para tirar dinheiro de trouxas, os torcedores? Haverá humildade para entender que o Flamengo apenas vislumbrou a luz no fim do túnel, no caminho a ser trilhado?
Não adiantará um time brasileiro atingir outro patamar, se não tiver adversários à altura. Passará o ano inteiro ganhando tudo, imaginando força que se mostrará pífia diante dos europeus. A Série A, disputada do jeito como está, continuará um reduto de craques fátuos. Ou fakes. Ou Rexona, que parecem, mas não são.
Firmino fez o gol do título do Liverpool. Perdeu outros. Arlsson foi um paredão no gol. É o futebol brasileiro, alegrando as massas e enchendo bolsos pelo mundo. O Brasil merece uma chance de entrar nessa festa.
⛔ Campeonato Mundial
✅Florida Cup
✅ Mundial de Futebol de Areia
✅ NBB
✅ Taça Rio (sub 17)
✅ Taça Rio (profissional)
✅ Taça Guanabara (sub 20)
✅ Carioca (sub 13)
✅ Carioca (sub 20)
✅ Carioca (profissional)
✅ Carioca (feminino)
✅ Carioca (remo)
✅ Brasileirão (sub 17)
✅ Brasileirão (sub 20)
✅ Brasileirão (profissional)
✅ Brasileirão (remo)
✅ Libertadores
?Classificado para a Semifinal do Mundial de Clubes da FIFA 2019
?Classificado para o Mundial de Clubes da FIFA 2021
?Finalista da RECOPA SULAMERICANA contra o Independiente Del Valle.
? Finalista da Supercopa do Brasil contra o AthleticoParanaense.
⚽ Artilheiro da América
⚽ Vice artilheiro da América
⚽ Artilheiro do Brasileirão
⚽ Vice artilheiro do Brasileirão
? Melhor jogador da América
? Recorde de pontos em uma edição de Campeonato Brasileiro com 20 clubes
? Ataque mais positivo do Brasileirão
? Recorde do século em gols marcados em uma temporada (138 gols)
? Primeiro time a chegar ao incrível recorde de 1 milhão de torcedores em estádios em uma temporada
? Chegou a incrível marca de 913 milhões de faturamento em 2019.
Obs: O ano não acabou, e pode chegar ao faturamento de 1 bilhão de reais.
Premiação BOLA DE PRATA ESPN
? Gabigol – Melhor centroavante
? Jorge Jesus – Melhor Técnico
? Diego Alves – Melhor goleiro
? Arrascaeta – Gol mais bonito
? Rafinha – Melhor lateral
? Arrascaeta – Melhor meia
? Gerson – Melhor volante
? W. Arão – Melhor volante
? Bruno Henrique – Melhor ponta
? Gabigol – Bola de ouro
Isso aqui é Flamengo!!!
❤?⚫??
4,65 milhões – Campeonato Carioca (campeão)
93 milhões – Libertadores (campeão)
33 milhões – Campeonato Brasileiro (campeão)
16,8 milhões – Mundial de Clubes (vice)
3,15 milhões – Copa do Brasil (quartas)
R$ 68 milhões de bilheteria ?????
