A Assembleia Legislativa do Amazonas cumpriu, nesta semana, o rito institucional para a eleição tampão de governador. Em uma votação que durou cerca de 20 minutos, os deputados aprovaram, por unanimidade, as regras do pleito que ocorrerá no dia 4 de maio.
O formato não surpreende, mas carrega um elemento relevante: o voto será aberto. Cada parlamentar terá que declarar publicamente sua escolha, eliminando qualquer margem para dúvida ou dupla interpretação sobre compromissos assumidos nos bastidores.
Ainda assim, a decisão formal apenas confirmou o que já havia sido resolvido dias antes.
No domingo, um café da manhã reuniu 15 deputados estaduais em torno do governador em exercício Roberto Cidade. O encontro foi além de uma conversa política: produziu vídeos, compromissos públicos e uma sinalização clara de alinhamento. No mesmo dia, o deputado Sinésio Campos formalizou o 16º apoio.
O número não apenas garante vitória, como antecipa o resultado. Com 22 parlamentares aptos a votar — considerando a licença da deputada Mayara Pinheiro e o afastamento de Cidade do processo, por estar no exercício do governo — bastam 12 votos para eleger o novo governador.
A maioria já está consolidada.
O que se inicia agora, portanto, não é mais a disputa pela eleição indireta. Essa etapa está resolvida. O que começa é a corrida pela legitimação nas urnas, em outubro.
Roberto Cidade assume o posto com a caneta na mão e com a vantagem de quem ocupa a máquina administrativa. Mais do que isso, passa a ser o centro das atenções políticas no Estado.
Cada decisão, cada gesto e cada movimento serão observados com rigor.
A eleição tampão encerra uma fase. A disputa real começa agora.
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