
Imagem de São José Esmoler, um dos padroeiros da Maçonaria: há fornecedor do Estado já de pires na mão
Pagamento de fornecedores do Governo do Amazonas está sendo desbloqueado aos poucos. O processo, porém, só deslancha se o secretário estadual convencer o governador Amazonino Mendes da urgência de pagar. Pasta a pasta. Um a um. Sem isso, nada feito. A empresa vai continuar na geladeira. O desbloqueio geral só vai ocorrer após a análise de todos os contratos do Estado. O trabalho está a cargo de equipe comandada pela Casa Civil. Leia-se, secretário Sidney Leite.
Amazonino disse, durante a campanha, que os contratos do Estado estavam superfaturados e precisavam de revisão. É isso que a comissão está estudando. O panavueiro é grande.
Um dos contratos mais visados por Amazonino é o da Umanizzare. Trata-se da empresa responsável pela administração dos presídios. Mesmo em meio às fugas e até o massacre do Réveillon deste ano, ela se mantém firme e forte no posto. E há quem diga que o caso vai rolar, bolar, rebolar e não será desta vez que ela sai.
O repasse do percentual do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) às prefeituras atrasou. O dinheiro cai na conta, normalmente, toda quarta-feira. A razão do atraso foi o feriado do Aniversário de Manaus, quando os bancos não funcionaram na capital.
O secretário estadual de Fazenda, Alfredo Paes, avisa que o dinheiro deve cair hoje (25/10). “O Estado não toca nesse dinheiro. É repasse obrigatório, constitucional. O valor dos Municípios entra direto numa conta especial e os bancos fazem o repasse automático”, explica.
O secretário estadual de Segurança, Bosco Saraiva, anuncia que não vai mexer na escala dos PMs, “antes de estudos e conversações”. “É determinação do Amazonino”, disse, em vídeo, enviado a um grupo de policiais no Whatsapp.
O novo comando da segurança pública quer mudar a escala. Hoje, o policial militar trabalha 12 horas e folga 24 horas, volta, trabalha mais 12 e folga 72 horas. “São apenas 33 horas de trabalho por semana. Não há efetivo que chegue para garantir segurança ao cidadão”, disse um dos que estudam a questão.
A mudança não virá, porém, até que Amazonino “faça o dever de casa”. Há uma série de promessas, leis aprovadas, promoções e pagamentos atrasados para os PMs. Tudo será regularizado e só então a escala vai mudar. “Vamos deixar no que era antes: 12-24 e 12-48”, diz a fonte.
Os PMs entram em mobilização feroz quando se fala em mexer na “escala de serviço”. A maioria aproveita o tempo que ganhou para completar o salário com “bicos”. Se voltar a escala anterior, eles acham que o “extra” ficará comprometido.
O governador Amazonino Mendes, segundo Bosco Saraiva, em breve anunciará “benefícios para os policiais militares da capital e do interior”. “Há grupos estudando isso”, disse o secretário.
Deputado estadual amazonense está valorizado. Adjuto Afonso (PDT), por exemplo, emplacou o filho, Diego Afonso, na Suhab e na Secretaria Estadual de Política Fundiária (SPF). O garoto, que nunca administrou nada, ainda ganha o direito de deixar aliados empregados na Câmara Municipal. É que o novato que foi pro lugar dele, Júnior Resgate (PDT), já recebeu ordem para não trocar os funcionários do gabinete na CMM.
Os 24 ocupantes das cadeiras da Assembleia Legislativa do Amazonas são o centro da disputa política do momento. O governador Amazonino Mendes e o presidente da Assembleia, David Almeida, medem forças no parlamento. David, ex-governador interino, decidiu lutar pela autonomia do poder. Amazonino precisa manter essa “autonomia” em limites que lhe permitam aprovar leis de iniciativa do Executivo. A disputa está equilibradíssima, com 12 para cada lado. Cada voto valorizou, portanto, de uma hora para outra.
Dermilson Chagas, também do PDT e líder de Amazonino, por enquanto, ainda não levou nada.
Com pagamentos dependendo de convencimento do governador e parlamento equilibrado, a palavra do momento é… negociação. Negociar é preciso. Navegar também. Afinal, o Estado precisa andar.
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