
Crise na Venezuela, Maduro, petróleo, lixo do Réveillon e os outros temas do comentário diário na Rede Tiradentes
Estamos de volta à Rede Tiradentes e ao programa Manhã de Notícias. Temos comentário diário, por volta das 8h30, ao lado de Ronaldo Tiradentes. Aqui vai um resumo, o Panavueiro do que falamos, até agora:
O ano virou, mas o mundo não deu trégua. Entre festas, lixo nas ruas, música de qualidade e crises globais, a política internacional invadiu a sala de estar do amazonense. Da Ponta Negra aos igarapés, do Teatro Amazonas à Venezuela, tudo está conectado. O petróleo manda mais que discursos. Impérios rangem quando sentem o tempo pesar. E Manaus, mais uma vez, é espectadora e personagem da História.
A prisão de Nicolás Maduro não é um ato isolado, é um terremoto geopolítico. O ex-ditador, levado aos EUA, simboliza o fim de um ciclo chavista iniciado em 2013. Para os venezuelanos refugiados, é alívio. Para o mundo, é aviso.
As acusações de narcoterrorismo servem de base jurídica. Mas o motor real é o petróleo e os minérios estratégicos. A Venezuela tem as maiores reservas do planeta. E isso nunca foi detalhe.
A China avançou onde os EUA cochilaram. Trump reagiu como impérios reagem: força e demonstração de poder. A Doutrina Monroe voltou ao vocabulário prático. A América Latina sente o peso.
Trump não mudou de ideologia nem fez novos amigos. Olha para o Brasil por estratégia energética. A foz do Amazonas e o pré-sal entram no jogo. Lula, Bolsonaro ou outro nome: não há amiguinho ou afinidade ideológica, o interesse é o mesmo.
Maduro caiu. Milei comemorou demais. Lula observa com cautela.
Impérios gostam de exemplos.
Roma caiu. O Império Britânico murchou. Os EUA dão sinais de desgaste. Quando o fim se anuncia, a brutalidade cresce.
Manaus festejou a virada. Depois, acordou para 136 toneladas de lixo nas ruas. Rico ou pobre, ninguém ficou de fora. A conta ambiental sempre chega.
O rio Negro parece limpo. Os igarapés não disfarçam mais. Lixo, esgoto e descaso matam silenciosamente. Não é retórica ecológica, é diagnóstico.
Enquanto o mundo range, a arte respira. Miqueias Williams e a Orquestra Passione mostraram isso. Da versão pocket ao anfiteatro lotado. Cultura também é política pública.
Petróleo, lixo, música, migração e poder. Nada está solto. O mundo decide longe, mas o impacto chega aqui. E o Panavueiro segue, como diz a banda Scorpion, olhando os ventos da mudança (“Wind of change”).
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