03/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Na ONU, EUA negam guerra contra a Venezuela e descartam ocupação do país

Publicado em 05 de janeiro, 2026

ONU decide retomar sanções contra Irã

Washington afirma que ação que resultou na captura de Nicolás Maduro foi operação de aplicação da lei. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Os Estados Unidos afirmaram nesta segunda-feira (5), durante reunião do Conselho de Segurança da ONU, que não estão em guerra contra a Venezuela nem contra o povo venezuelano. O governo norte-americano também garantiu que não pretende ocupar o país sul-americano após a operação militar que levou à captura de Nicolás Maduro.

A declaração foi feita pelo representante dos EUA nas Nações Unidas, Mike Waltz, durante a sessão convocada após a ofensiva realizada no sábado (3). A ação resultou na prisão de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram levados para Nova York, onde respondem a acusações relacionadas ao narcotráfico.

Segundo Waltz, os Estados Unidos conduziram uma operação de aplicação da lei, e não uma ação de guerra. Ele reforçou que Washington não pretende estabelecer presença militar permanente nem assumir o controle do território venezuelano.

Ainda não há um número oficial de mortos em decorrência da operação. De acordo com os EUA, alguns soldados americanos ficaram feridos, mas estão em condição estável. Já o ministro da Defesa da Venezuela afirmou que parte da equipe de segurança de Maduro morreu durante a ação. Cuba informou que 32 de seus cidadãos teriam sido mortos no ataque.

Durante o pronunciamento, o governo norte-americano reforçou as acusações contra Nicolás Maduro, classificando-o e à esposa como narcoterroristas. Waltz afirmou que o venezuelano liderava o chamado Cartel de Los Soles e estaria envolvido em uma ampla conspiração para o tráfico internacional de drogas e armas.

O embaixador declarou ainda que Maduro deve responder na Justiça dos Estados Unidos por crimes cometidos ao longo de 15 anos e que as provas serão apresentadas durante o processo judicial. Segundo ele, o ex-presidente venezuelano teria acumulado riqueza às custas da miséria de cidadãos venezuelanos e americanos, além de manter ligações com o Hezbollah e autoridades do Irã.

Os Estados Unidos também reiteraram que não reconhecem Nicolás Maduro como presidente legítimo da Venezuela. De acordo com Waltz, o sistema eleitoral do país foi manipulado para manter o líder no poder. Washington e outros países não reconhecem o resultado das eleições de 2024, alegando falta de transparência e ausência das atas eleitorais.

A oposição venezuelana sustenta que o vencedor do pleito foi Edmundo González. Ao encerrar sua fala, o representante americano afirmou que o presidente Donald Trump tentou soluções diplomáticas no passado, mas que todas teriam sido recusadas por Maduro.

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