O turismo estourou em Iranduba, Manacapuru e Novo Airão, após a inauguração da ponte Rio Negro, conforme todo mundo previa. O que ninguém previu é que a falta de planejamento e estruturação nos Municípios de Iranduba e Manacapuru chegaria ao ponto de ameaçar se tornar um fiasco esse estouro da demanda por lazer nessas cidades. Bares, restaurantes, balneários e praias estavam preparados para receber apenas os gatos pingados que se aventuravam pelas famigeradas balsas, responsáveis pela travessia do rio Negro durante várias décadas.
Agora, ponte inaugurada, decepção ameaçando se tornar sistêmica nas três cidades, é hora de tentar recuperar um pouco do tempo perdido.
Soube que, nesse meio tempo, a presidente da Empresa Amazonense de Turismo (Amazonastur), Oreni Braga, está participando de um importante encontro de turismo em… Buenos Aires. É claro que o calendário desses eventos é feito com pelo menos um ano de antecedência e a participação dela devia estar agenda há meses. Ocorre que, dada a situação depois da ponte, essa viagem corresponde à do ex-secretário de Segurança Zulmar Pimentel para Israel, no meio do sufoco provocado pela criminalidade em Manaus.
O mínimo que o governador Omar Aziz deve fazer, agora, em nome da imagem de seu Governo, é dar uma ordem do tipo: ” Viagem pro exterior só quando organizarem Iranduba”.
Porque não dá para ficar divulgando o turismo amazonense pelo mundo afora se não temos capacidade de contemplar sequer a demanda de Manaus, dentro da Região Metropolitana da capital.
Iranduba e Mancapuru precisam de parques, museus, hotéis e restaurantes de qualidade. O justo é encostar nos empresários pioneiros, que são donos dos atuais pontos, e emprestar apoio, inclusive de crédito, arquitetônico e de engenharia, para que melhorem seus negócios, adaptando-os ao novo momento. E, depois, procurar levar para aquela área grandes empreendimentos, do tipo cinco estrelas, que também têm demanda reprimida.
Se a gente transformar a repercussão da ponte Rio Negro em problema, então é melhor esquecer essa ideia de querer o turismo como segmento econômico importante do Amazonas. Seria um show de incompetência.
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