
Autor de ataque em escola está sendo interrogado e permanece apreendido. Foto: Divulgação/Arthur Castro/Secom
O adolescente de 12 anos, que promoveu um ataque a faca em escola privada de Manaus, segunda (10/04), não mostra qualquer traço de arrependimento. A informação é da delegada Juliana Tuma, da Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (DEAAI). Ele conta tudo que planejou com riqueza de detalhes, fala abertamente de misoginia (aversão a mulheres) e só se preocupa em saber se ficou famoso. As reações ensinam muito sobre como agir para conter a epidemia de casos semelhantes.
O garoto afirma que teve participação de outras pessoas na preparação do ataque. Computador e celular dele estão sendo vasculhados pela polícia para chegar a esses cúmplices.
O caderno do infrator está cheio de desenhos de armas e manifestações de misoginia. Ele conta que planeja um ataque assim desde os 10, 11 anos. Está com 12 anos. E seu sonho é morrer num confronto com a polícia.
Os pais de alunos das escolas de Manaus devem ficar atentos às recomendações das forças de segurança. Guilherme Torres, delegado-geral adjunto, resumiu tudo: “Essa luta só vai ser vencida com a participação efetiva dos pais”. Não cabe mais desatenção aos sinais, como este portal registrou, no dia do fato, em editorial/ opinião.
Vigilância estrita, com revisão diária de cadernos, histórico de navegação na Internet e postagens em mídias sociais, é fundamental. Pode parecer trabalhoso, mas pior é ter que ir buscar filho, ferido ou até morto, por conta do que alguns imaginam se tratar de brincadeira.
O responsável pelo massacre na escola de Suzano (SP), matando 7 pessoas e depois se suicidando, é o exemplo do infrator de Manaus. O episódio inteiro é exemplar para todos. A imprensa, que publicou fotos e ajudou a disseminar o modus operandi do criminoso do interior paulista, já faz o mea culpa. O aprendizado continua, mas, daqui para a frente, só comete os erros do passado quem quiser.
A cobertura inicial do gesto insano do adolescente, em Manaus, foi um festival de horrores. Crianças entrevistadas com rosto descoberto e ao vivo. Publicação sensacionalista do fato, que facilmente se transforma em apologia. O episódio ocorre no momento no qual o Congresso Nacional discute as big techs ou bilitechs (FaceBook, Google etc.) e o mercado da Internet, para estabelecer regras. Fica claro o risco de se colocar instrumentos, tão poderosos, nas mãos de quem não sabe usar.
O julgamento dos acusados de envolvimento em atos golpistas, com depredações em Brasília, será entre os dias 18 e 24/04. A data está confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), cujo prédio foi o mais atingido. São 100 pessoas que irão a julgamento.
Chegam a 290 os garimpos ilegais retirados da Terra Indígena Yanomami. Balsas, barcos, motores e até aeronaves foram apreendidos. A cadeia do garimpo teve ainda R$ 68 milhões confiscados.
O senador Eduardo Braga (MDB-AM) é o presidente da Comissão Mista que vai analisar o novo programa Minha Casa, Minha Vida. O posto é fundamental para determinar como o programa será implantado.
O deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM), 23 anos, começou o trabalho de fiscalização do Governo Federal. São 26 parlamentares designados como “sombras” de ministros. Amom cuidará, especificamente, do Ministério das Cidades. O trabalho é pioneiro e o objetivo principal é evitar desvio de verbas.
O senador Omar Aziz (PSD-AM) botou o dedo na ferida. Questiona a concentração de crédito do BNDES nas regiões Sul e Sudeste. O Amazonas está entre os Estados que mandam mais dinheiro para o Tesouro Nacional do que recebem. A distorção é grave e revela entrave evidente ao desenvolvimento amazonense.
A Justiça registra como abuso, e manda cancelar, pacotes tarifários mais onerosos do Bradesco. Foi em Uarini-AM. O episódio é um alerta aos clientes para que revisem as contas.
O Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) executa os programas “Calçada legal” e “Vaga livre” na avenida Autaz Mirim, a Grande Circular, na Zona Leste. Já não era sem tempo. O local é terra de ninguém, justamente nas calçadas e no trânsito.