20/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Ataque em escola de Manaus e a desatenção aos sinais

Publicado em 10 de abril, 2023

Ataque em escola de Manaus

Ataque em escola de Manaus foi feito com faca, mas foram encontradas três garrafas de coquetel molotov (foto) na mochila do aluno agressor

O ataque a uma escola, no bairro da Cachoeirinha, feito por aluno nesta manhã (10/04), em Manaus, vinha sendo anunciado. Ele fazia, em seus 12 anos, apologia ao nazismo na sala de aula. Anunciava aos quatro cantos ser fã do louco do massacre de sete pessoas em Suzano (SP), com um parceiro, a quem matou, se suicidando em seguida. Nem por isso foram tomados cuidados para evitar que chegasse ao ponto de tornar reais as ameaças. Noves fora as  limitações impostas às escolas e professores na disciplina dos alunos.

Este portal teve acesso à foto, nítida, do garoto, mas a publica borrada, sem permitir a identificação. Segue a linha de outros sites e jornais do País, que decidiram não publicar fotos e nomes dos envolvidos nesse tipo de infração penal. Estudos mostram que eles utilizam essas imagens como troféu, principalmente na deep web, uma Internet menos controlada.

O portal também teve acesso à entrevista de colega de sala dele, transmitida ao vivo, mas a publica com o rosto encoberto e a voz distorcida, para preservar a identidade. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) veda publicação sem esses cuidados.

O agressor, pelo que se sabe, foi apreendido após ter ferido duas colegas, uma com estilhaços, na hora que quebrou um vidro, outra com a faca. Ele próprio se feriu na mão. Ainda não se sabe se os ferimentos são graves, mas o Samu, os bombeiros e a polícia chegaram ao local rapidamente.

 

O que fazer?

Nos Estados Unidos, quando agressores não são abatidos na hora as penas vão até à morte. O Brasil aboliu a pena capital. Mas nem isso resolveu nos EUA, que continuam tendo tragédias dessa natureza.

Ataque semelhante ocorreu em Espigão do Oeste (RO), também hoje.

Está na hora de o Brasil cuidar de uma legislação que puna autores, responsáveis e incentivadores. Esse rapaz de Suzano vem se tornando “celebridade” nas mentes de crianças e adolescentes, criando distorções como a que se viu hoje. Há liberdade para que a história dele seja apresentada como “exemplo” da aberração corrente. Pais devem tomar cuidado porque, antes da insanidade na escola, ele matou um tio.

Já há uma proposta de escuta ativa nas escolas.

O País precisa decidir, agir, resolver, encontrar solução. Tudo que não conseguimos em tempos de segurança pública precária, apologia ao crime e ousadias do crime organizado. Só que agora a violência está na sala de aula, os pais estão entrando em desespero e as escolas terão que tomar a frente do processo. Espera-se que todos sigam o caminho das leis, dos direitos individuais e da proteção às crianças. Ou virá uma histeria coletiva, muito mais difícil de lidar.

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