
Abraço venezuelano, emocionante, mostra o drama desses imigrantes, que deixaram a pátria para se aventurar em países estrangeiros, como o Brasil (foto meramente ilustrativa)
O casal, com um filho pequeno, conversa com a vendedora de arepas, uma espécie de pão, recheado, feito de milho, uma delícia típica da Venezuela. Estão no estacionamento de um grande supermercado de Manaus. Vestem-se bem, embora a barraca (um guarda-sol), seja muito humilde. É véspera do Dia das Mães. De repente, o rosto da moça se ilumina e ela atravessa correndo o pequeno espaço até um carro que estaciona. Pendura-se no pescoço da mulher. Abraça, beija, chora. Não é preciso mais para entender a intensidade do reencontro. A cena é tão emocionante que o repórter prefere não interromper para anotar nomes e outros detalhes típicos de uma matéria. Mas não importa. O fato está ali.
Os venezuelanos correm de um tempo amargo, com comida racionada e falta do abastecimento mínimo. Estão no Brasil e espalhados pelo mundo. A julgar pelas roupas e carro, o reencontro, presenciado na véspera do Dia das Mães, se deu numa família de classe média. Daquelas que costumam viajar uma vez por ano e vivem num padrão alto. A cena mostra que o êxodo rompeu a barreira dos desvalidos e chegou aos mais abastados.
Agora pare e pense num reencontro como esse. A mãe viajou com um rapaz – provavelmente outro filho. As lágrimas, os abraços, os gestos de carinho são de quem não se vê há muito tempo. O venezuelano imigrante é gente que abandonou tudo o que conhecia e se aventurou nas incertezas dos preconceitos, num voo sem rede de proteção. Ficaram para trás cidade, casa, amigos, bens, conforto e comodidade, toda uma vida. De repente, abre-se a porta de um carro e por ele, na véspera do Dia das Mães, sai a mãe que ficou para trás. É para abraçar, beijar e chorar. Muito.
Luiz Frederico Oliveira de Aguiar é o braço direito do superintendente da Suframa, Bosco Saraiva. Foi nomeado para a Superintendência-Adjunta Executiva. Fred Aguiar, funcionário da casa desde 2011, era coordenador-geral de Comércio Exterior e já vinha se movimentando como Nº 2 de Bosco.
A Suframa tem cinco superintendências adjuntas. A de Administração será ocupada por Daniel Lima Filho. Ela foi oferecida ao ex-superintendente Marcelo Pereira, que declinou do convite.
Marcelo Pereira, ex-superintendente interino da Suframa, representa o órgão numa viagem oficial à Coreia. Integra delegação com Claudia Tufani (Banco Mundial), Jeibe Medeiros (Sedecti-AM) e Alfredo Lins de Albuquerque (representação do AM em SP). O grupo participa do workshop “Eco-Industrial Parks (EIPs) and Innovation Knowledge Exchange”.
Depois que a filha, Larissa, decidiu trocar a festa de 15 anos pelo intercâmbio, os ex-secretários estaduais de Segurança, coronel PM Amadeu Soares, e de Terras, Paula Kanzler, mergulharam no sistema. Larissa está na Hungria. Karla, italiana, se tornou “filha” do casal em Manaus.
O intercâmbio é feito por intermédio da AFS Brasil, uma ONG sem fins lucrativos e que atua no País há mais de 50 anos. O porta-voz da instituição, Johny Abreu, que mora em Manaus, é tido como um dos maiores experts nesse tipo de experiência. Paula e Amadeu deram um banho de Amazônia em Karla (Karlota, como tratam). “Trato dela como gostaria que tratassem minha filha”, diz Paula.
O artista plástico Juarez Lima, um dos ícones do Boi Bumbá Caprichoso, foi destaque no curral do Garantido. É ele o principal organizador da Romaria das Águas, que leva a imagem de Nossa Senhora do Carmo, padroeira de Parintins, da capital à Ilha. Dia 13 de julho é o dia da Romaria propriamente dita. Os bumbás apoiam o evento. Juarez foi ao Garantido, vestido de branco, incentivar a galera. A Festa do Carmo, de 06 a 16 de julho, é tão grande quanto o Festival Folclórico de Parintins.
O prefeito David Almeida vem mantendo um ritmo pesado de inaugurações e modernizações de escolas municipais. Cria uma espécie de “cinturão” de educação, em zonas estratégicas. Na quarta (10/05), três delas foram inauguradas: Escola Municipal Joaquim Gonzaga Pinheiro, na Vila da Prata, Centro Municipal de Ensino Integral (Cmei) Professora Nilza Alencar, na Compensa, e escola municipal São Dimas, São Jorge, todas na Zona Oeste da cidade.
O processo está em andamento, também, em outras zonas. É um verdadeiro cinturão eleitoral, que se transforma em novo trunfo do prefeito, na corrida da própria sucessão.