05/SET 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Apoios, apoiadores, adesões, adesistas e a vontade popular na hora do voto

Publicado em 11 de outubro, 2012

Criou-se, na atual eleição para a Prefeitura de Manaus, a expectativa quanto ao que farão os candidatos que ficaram no Primeiro Turno. Há derrotados entre eles, mas nem Artur nem Vanessa, certamente, podem abrir mão de qualquer apoio. Jerônimo Maranhão, Luiz Navarro e Herbert Amazonas, cujo desempenho pífio os fez anunciar que não voltarão a disputar cargos majoritários, reuniram 2% dos votos. Pauderney Avelino, respeitado em seu mandato de deputado federal, pode estar vivendo um inverno parecido com o de Artur, em 2006, quando não teve os votos esperados, mas conseguiu marcar projetos, como a ponte sobre o rio Negro, e, agora, deu a volta por cima com a consistente liderança do Primeiro Turno.

Henrique Oliveira foi, sem dúvida, a grande surpresa da primeira etapa da eleição. Sem Sabino Castelo Branco, que divide a mesma faixa de público e o mesmo perfil de programa televisivo, ele estaria no Segundo Turno, ocupando a vaga de Vanessa Grazziotin.

O ex-prefeito Serafim Corrêa, que disputava os primeiros lugares quando o senador Eduardo Braga, o prefeito Amazonino Mendes e s deputada federal Rebecca Garcia estavam na disputa, viu seus votos serem aspirados por Artur Virgílio Neto. E o resultado é que, pela primeira vez nas diversas eleições que disputou como cabeça de chapa, foi parar no quarto lugar. Mas sua liderança se mantém numa faixa respeitável de público, refletida em seus 11 e poucos por cento. Só para se ter ideia, se Artur tivesse obtido mais esses votos teria liquidado a eleição.

Pauderney e Serafim anunciam hoje o apoio a Artur Neto. Coerente. O eleitorado deles já está migrando nessa direção. Henrique e Sabino, que passaram pelo Primeiro Turno inteiro sem qualquer projeto marcante e levaram o eleitor no “papo”, dizem que ainda estão refletindo. A demora, porém, dá margem à impressão de que ambos esperam pela melhor proposta entre os dois finalistas da disputa, inclusive financeira, ou, se já a receberam, não lograram a efetivação do pagamento. Eles ouviram, afinal, desde junho, quando as convenções partidárias definiram as candidaturas, as propostas dos sobreviventes. A “análise dos programas de governo” e da postura de cada um foi feita pelos programas eleitorais e nos debates.

O voto é individual e intransferível. Alguém que tente votar no lugar do outro e for flagrado pode ser preso. A Democracia brasileira superou, faz tempo, o realismo fantástico em que uma procuração garantia ao “coronel” os votos de toda a comunidade. Mas, apesar disso, ainda há caciques que se julgam “donos” de votos e os que, efetivamente, conseguem arrebanhar seguidores com lábia, carisma ou mesmo abrindo os cofres abarrotados. Isso vai diminuir cada vez mais. Nunca vai acabar, é fato, embora tenda a ser sufocado pela necessidade de encarar os desafios do desenvolvimento, com propostas coerentes e factíveis.

Sabino e Henrique precisam decidir logo ou até o eleitor deles vai tomar seu próprio rumo.

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