Eu era apenas um menino quando, em Parintins, me apaixonei pelo rádio. Meu pai sempre gostou do veículo e adorava a Voz da América, a evangélica rádio Transmundial e a rádio Globo. As duas primeiras eram fáceis de ouvir. A Globo desaparecia durante o dia e só tínhamos dela, entre 6h e 17h, mais ou menos, espasmos das Ondas Curtas. Inventei antena, tirando na capoeira e fincando na terra, ao redor de nossa casa, varas bem altas, com fios de cobre entre elas e, no meio, outro que descia até a antena do rádio. Antes de me criticarem, por favor, eu tinha 6, 7 ou 8 anos. Mas só assim conseguia ouvir as 24 horas da (excelente!) programação da emissora carioca.
Hoje, virando o cabo dos 50 anos, busco resgatar um pouco do muito que o rádio, o jornal e a TV me deram em 38 anos de vida profissional e mais de 40 de paixão pela comunicação.
O blog está entrando em nova fase. A ideia inicial era escrever nele de vez em quando, opinando sobre temas onde achasse que havia algum ângulo inexplorado. Agora ganhou cara de site. Aumentou o apetite. Vai em busca de notícia.
Espero imprimir nele a paixão com que sempre procurei fazer meu trabalho. Com o máximo de liberdade que pudermos construir, buscando o máximo de cooperação, com modéstia e determinação. O dia-a-dia dirá o que conseguiremos. Vamos à luta.
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