06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Urologia: correção de fratura peniana pode garantir o retorno à vida sexual

Publicado em 03 de janeiro, 2020

Foto: Divulgação

Como diria o ditado popular: ‘acidentes acontecem’. E podem acontecer, inclusive, durante a relação sexual. Uma dúvida comum a uma parcela significativa dos homens é se o pênis pode ‘quebrar’. O cirurgião urologista da Urocentro Manaus, Dr. Giuseppe Figliuolo, explica que na verdade, o termo certo não é quebrar, já que o órgão sexual masculino não tem ossos em sua estrutura. Por isso, nos casos em que ocorre, o acidente é chamado fratura peniana.

Isso porque, existe uma camada denominada túnica albugínea, que reveste o interior do pênis, e que dependendo da posição adotada durante o ato sexual, pode acabar rompendo, provocando um estalo seguido de dor e um grande hematoma azulado ou preto e grande inchaço, aumentando também o tamanho do saco escrotal. Se a lesão afetar a uretra, é possível que ocorra sangue na urina. O incidente é considerado como ‘urgência urológica’, pois requer atendimento rápido para correção, que na maioria das vezes, é cirúrgica.

Fratura peniana: o que é?

O rompimento da túnica albugínea, que reveste os corpos cavernosos, ocorre quando o pênis está na fase de ereção, condição em que o fluxo sanguíneo no órgão aumenta substancialmente.

Segundo Figliuolo, se nesse momento ocorrer um trauma, provocado, por exemplo, por uma pancada ou impacto exagerado, pode ocorrer a fratura. Com o rompimento da túnica, o sangue ultrapassa o tecido, formando um hematoma com a retenção do líquido.

“As fratura penianas, apesar de raras, acontecem mais do que se imagina. O diagnóstico é feito, geralmente, através de avaliação clínica, mas há casos em que a utilização de ultrassonografia, cavernosografia e até tomografia computadorizada, é necessária”, explica o médico.

A correção cirúrgica serve para suturar a laceração provocada pela fratura peniana. Após o tratamento, o paciente precisa ficar, pelo menos, quatro semanas sem manter relações sexuais. Ele necessitará de acompanhamento, com duração de alguns meses, mas depois disso, deve ter a vida sexual restabelecida normalmente.

O especialista alerta que a demora na busca por ajuda médica pode resultar em complicações, tais como a presença de curvatura no pênis ereto, disfunção erétil permanente e uso de prótese, tendo em vista que o tecido de cicatrização impede que o pênis enrijeça normalmente.

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