
Hissa parte para cima de Alfredo, no programa eleitoral gratuito, criticando o companheiro de chapa por não ter asfaltado a BR-319 quando foi ministro dos Transportes
O deputado federal Hissa Abrahão escancarou o racha na chapa de Amazonino Mendes para o Senado. Presidente regional do PDT, Hissa teve que impor a própria candidatura ao governador. Agora, em plena campanha, sentindo-se preterido no grupo de Amazonino, resolveu partir para cima do colega de coligação. Hissa criticou “aqueles que já foram até ministro dos Transportes” e nada fizeram para asfaltar a BR-319. A rodovia virou tema da campanha eleitoral. Alfredo Nascimento, atualmente deputado federal como Hissa, foi ministro dos Transportes de março/2004 a julho/2011.
Alfredo, aliás, já foi senador pelo Amazonas, mas ocupou pouquíssimo tempo o cargo. Preferiu ficar no Ministério dos Transportes. Quem foi senador mesmo foi o suplente dele, João Pedro. Nas rápidas saídas e voltas do Ministério, sempre foi substituído pelo secretário-executivo à época, Paulo Sérgio Passos. Ou seja, continuou mandando no Ministério dos Transportes, pasta responsável pela manutenção e asfaltamento das rodovias.
Hissa não disfarça o incômodo dentro da chapa de Amazonino. Chegou a fazer um programa inteiro criticando a segurança pública, justo o calcanhar de Aquiles de Amazonino. O candidato ao Senado tem crescido nas pesquisas e tanto está incomodado como incomoda as hostes do governador.
O senador Eduardo Braga, candidato à reeleição, também tem sido enfático na questão da BR-319. Disse que foram licenciadas obras como o Linhão de Tucuruí e o gasoduto Coari-Manaus, cortando floresta, sem maiores problemas. Braga promete ir à Justiça para cobrar a responsabilidade civil de membros do governo na ausência de licenciamento da rodovia. “É um crime de lesa-Pátria”, repete. Braga é o atual presidente da Comissão Serviços de Infraestrutura do Senado Federal.
A presidenciável Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, reagiu à fama de ser contra o Amazonas por causa da BR-319. Durante a gestão dela no Ministério, as licenças ambientais começaram a ser negadas. “Faz mais de 11 anos que deixei a pasta e o Amazonas, depois disso, teve dois ministros (Alfredo Nascimento e Eduardo Braga). Por que eles não fizeram a estrada? Por que eles não são cobrados?”, indagou. Ela foi entrevistada no programa “Diário da Manhã”, da rádio Diário (95.7).
A história conta que o general Eisenhower, chefe dos aliados na II Guerra, voltou admirado das rodovias abertas por Hitler. Até hoje, as Autobahns são consideradas as melhores estradas do mundo. Quando presidente, “Ike” comandou o National System of Interstate and Defense Highways. Notou o “defense” (defesa) aí no meio do título? Pois é. Os Estados Unidos entenderam que rodovias são militarmente essenciais. E iniciaram a construção do sistema em 1956 e o concluíram 35 anos depois. As expansões continuaram e, em 2010, havia 75.932 quilômetros de Freeways construídos. Eisenhower, que deu nome ao sistema, não titubeou no investimento, estimado, em dólar de 2006, em US$ 425 bilhões.
De onde vêm os ambientalistas mais ferrenhos no combate ao asfaltamento da BR-319? Dos Estados Unidos e Alemanha. Justo as terras das Autobahns e Freeways. Será que eles abriram essas rodovias plantando árvores? É ilustrativa a manchete do jornal Folha de S. Paulo: “Abertura da BR-319 equivalerá à derrubada de uma Alemanha em floresta”. Como se a estrada não estivesse aberta. E não tivesse sido asfaltada, só vindo a se tornar o lamaceiro atual porque isto é Brasil.
Resumo da pesquisa para o Governo do Amazonas:
1) Haverá 2º Turno;
2) Amazonino deve terminar o 1º Turno na frente;
3) David Almeida, Omar Aziz e Wilson Lima protagonizarão uma luta, voto a voto, nesta reta final, pela outra vaga no 2º Turno;
4) O interior será decisivo;
5) Amazonino se fragiliza no 2º Turno por conta da rejeição;
6) Começou a tentativa de buscar alianças entre os candidatos;
7) Arthur Virgílio, em 2016, isolado pelos caciques e sem nenhuma aliança partidária nova no 2º Turno, venceu Marcelo Ramos, quase um monopolizador das alianças.
A pesquisa DataFolha/ O Globo, captada no dia 10/09, mostrou Bolsonaro avançando apenas 2 pontos após a facada de Minas. Ciro, Marina, Alckmin e Hadad embolaram no segundo lugar. Isso deu novo gás aos candidatos da campanha presidencial. Tomara que anime a reta final da disputa, até aqui muito fechada em direita/ Bolsonaro-esquerda/ Lula.
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