Cada vez que diretores da Amazonas Energia aparecem em público, falando que o Governo Federal está investindo bilhões e bilhões no abastecimento de Manaus, fica mais clara uma coisa: ou o projeto foi muito mal feito ou o dinheiro foi mal aplicado. Em ambos os casos, o modelo de gestão da Amazonas Energia é posto em xeque. Mate.
Não dá para conviver com leiteiro ou padeiro que não entrega, seguidamente, o leite ou o pão. Nem com açougueiro que vende carne de gato no lugar da de boi. A Amazonas Energia tem a obrigação de evitar problemas técnicos no sistema e não está conseguindo.
Manaus não teve o primeiro apagão no dia 11 de novembro. Todos lembram quando, ainda sob a administração do presidente Lula, Manaus vivia um regime de pisca-pisca insuportável. O presidente veio ao Amazonas; a ministra das Minas e Energia de então, a hoje presidente Dilma Rousseff também. Ambos juraram que o problema seria resolvido “pelos próximos 20 anos”.
Agora, com o apagão de novembro, o ministro das Minas e Energia, Édson Lobão, veio a esta capital anunciar que o problema seria resolvido. E veio o apagão de janeiro. Após isso, a diretoria da empresa instalou comissão especial, convocou os melhores engenheiros dos quadros da holding e… disse que o problema seria solucionado. E vieram os apagões de domingo (18/03) e segunda-feira (19/03).
Isso tem grave repercussão na economia. É como se a gente estivesse conduzindo o barco em águas mansas, todos os tripulantes e passageiros bebendo champanhe, e um temporal repentino o levasse a pique. Os apagões estão afundando a economia amazonense.
Quando isso vai parar?
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