21/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Não convidem Omar e Pauderney para a mesa de Amazonino. Já Eduardo Braga… Confira o panavueiro

Publicado em 20 de fevereiro, 2018

Não convidem Omar e Pauderney para a mesa de Amazonino

Não convidem Omar e Pauderney para a mesa de Amazonino, mas o senador Eduardo Braga está aproveitando o vácuo para se aproximar. Veja o panavueiro da política amazonense

A política amazonense pode estar vivendo uma “reviravolta”. O senador Omar Aziz (PSD) e o deputado federal Pauderney Avelino (DEM) estão estremecidos com o governador Amazonino Mendes. Pauderney, segundo pessoas próximas, acha que viveu melhor dez anos afastado do “Negão” que agora, com ele de volta. Não aceita mais nem dialogar. Omar ainda pode encarar uma conversa, desde que seja uma espécie de rendição do governador. Amazonino teria que aceitar indicá-lo à sucessão. O que implica em renúncia do mandatário. Difícil.

 

Gota d’água

A gota d’água para a zanga de Omar e Pauderney foram várias demissões de aliados deles. Amazonino nem sequer se dignou a ligar avisando. Quando os dois souberam, todos estavam na rua.

 

Eduardo Braga de volta

O senador Eduardo Braga (PMDB) pode estar entrando no vácuo deixado por Omar e Pauderney. Ele tem conversado com Amazonino. O governador já admite que, sem PSD e DEM, precisará muito do PMDB de Braga se for para a reeleição.

 

Tudo na mesma

A máxima que preside os movimentos das lideranças citadas é conhecida. “Vamos mudar tudo, para deixar tudo do mesmo jeito”.

 

Aliado e adversário

Braga foi vice de Amazonino em 1992, quando os dois ganharam a Prefeitura de Manaus. Depois concorreu contra ele, Amazonino, na reeleição para o Governo estadual, em 1998. Em 2002, os dois se entenderam e Amazonino, governador, elegeu Braga sucessor. Quatro anos depois, lá estava Amazonino enfrentando Braga, agora governador, na reeleição. Perdeu.

 

Aliado e adversário (2)

Não é, portanto, nada de mais que Eduardo Braga, adversário na campanha do mandato tampão, seja agora aliado de Amazonino. O Negão, escaldado, parece que só vai oferecer ao aliado-adversário-aliado-adversário e aliado-adversário a reeleição para o Senado. Braga está inclinado a topar.

 

Colo quente

Omar e Pauderney, por essa lógica, estão entregando a máquina estadual no colo de Braga. O senador agradece.

 

Exigências

Uma das exigências de Amazonino para apoiar Braga é dura. Duríssima. Ele quer o controle completo do PMDB no Amazonas. Aí é que a cobra pode fumar.

 

De olho nos ‘novinhos’

Amazonino está “chatiado” com os secretários “novinhos”. Eles parecem ter dificuldade de aceitar a liderança do Negão. Vivem fazendo vídeos nas mídias sociais falando apenas deles e dos seus feitos. Esquecem completamente do governador. Político antigo e completamente careta quanto a isso, Amazonino acha que é obrigação deles entenderem política. As chances dele (e deles) de continuar no poder, pela lógica do Negão, dependem do quanto projetam o chefe. Falando apenas de si passam a impressão de só estarem preocupados consigo. Não vai ser fácil “domesticá-los”. Ainda mais sem ninguém para orientar.

 

Arthur e as prévias

Arthur Virgílio lutou, usou todo o prestígio junto às bases do PSDB, mas, no final, capitulou. Não vai mesmo concorrer às prévias presidenciais tucanas. A dúvida na Prefeitura é se concorrerá a outro cargo ou fica até o fim do mandato. Apostas vão de disputar o Senado a ficar na retaguarda e apoiar Marcos Rotta para o Governo do Estado. Como se vê, escolado, o prefeito de Manaus guarda cartas na manga para se manter no topo das decisões.

 

Rotta pode ser ‘o novo’

Arthur entende, como poucos, a necessidade de preencher os vazios na política. Daí é que surgem as chances de Marcos Rotta. Ele poderia preencher a necessidade do “novo” na disputa da sucessão de Amazonino.

 

Assembleia hostil

A Assembleia Legislativa vota, nesta quarta (21/02), nove vetos do governador Amazonino Mendes. Dizem que o clima dos deputados para com ele está hostil. Se for verdade os vetos serão derrubados. Será a primeira vez, em muitos anos, que isso ocorrerá sem acordo com o chefe. Uma verdadeira revoada. No interior, diante de algo assim, a gente fala: du-vi-dê-ó-dó!!!!

 

David sai dia 8/3

O ex-governador e presidente da Assembleia Legislativa, David Almeida, anuncia dia 8/3 a saída do partido de Omar Aziz. Ele deixa o PSD para se filiar, provavelmente, ao PSB, do também deputado Serafim Corrêa. As conversas estão adiantadas, mas, segundo fonte da coluna, ainda não fecharam 100%.

 

Janela eleitoral

Espera-se muitas mexidas, na janela eleitoral que se abre dia 7 de março e vai até 7 de abril. Dentro desse prazo, parlamentares podem deixar as siglas em que estão hoje sem cometer infidelidade partidária. A infidelidade pode levar à perda do mandato. David Almeida foi impedido por Omar Aziz de concorrer ao mandato tampão. Omar preferiu Amazonino. Agora, senador e presidente da Assembleia têm vários interesses convergentes. Mas David decidiu que vai concorrer ao Governo do Estado. Ou ele ou a ex-deputada federal e ex-superintendente da Suframa, Rebecca Garcia.

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