Ana Paula Correia Batista, 19 anos, garçonete de uma loja do Studio 5, contratou, por R$ 120, Gilberto Lopes da Silva, o “Minhoca”, 25, para matar a menina Kethlen Viana Corrêa, de apenas 14 anos, por quem o namorado, de 19 anos, a havia trocado. O filho de um amigo de “Minhoca”, 17 anos, quis ver o cadáver, descobriu que a menina estava viva e acabou de matá-la, sufocando-a com uma mangueira d’água.
Diretores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam) relatam que se tornam cada vez mais comuns relatos de alunos embriagados, em sala de aula ou nos bares das redondezas, passando mal, obrigando-os a chamar os pais. Estes, por sua vez, denunciam que meninos e meninas sadios e sem jamais ter contato com bebida, passaram a beber ao iniciarem os estudos na instituição.
O YouTube está cheio de relatos de brigas de estudantes, principalmente meninas, após ou antes as aulas. Hoje mesmo, a polícia prendeu uma quadrilha que fez verdadeiro arrastão na cidade, envolvendo de postos de gasolina a motel, formada por seis mulheres e dois homens. A outra quadrilha presa, responsável por assaltos a caixas eletrônicos, é comandada por um rapaz de 25 anos, condenado a cinco anos de prisão, que tem mais de 100 assaltos nas costas, só em Porto Velho.
O que está acontecendo?
O Governo do Amazonas anuncia a compra de 800 viaturas, outro tanto de motos, equipamentos de última geração e contratação de 2,5 mil novos policiais. Isso tudo, indiscutivelmente necessário e urgente, infelizmente, não vai resolver o problema da segurança pública amazonense, se algo urgente não for feito para resgatar valores que estão sendo perdidos na sociedade.
Quando o governador Omar Aziz atira tantos recursos no sistema de segurança pública, com a determinação requerida por todos, talvez acabe desperdiçando balas preciosas se não mirar também na educação formal, na ação social, no trabalho das igrejas Católica e Evangélica.
A bela Ana Paula Correia Batista (veja a foto dela, acima, ao lado dos dois acusados de terem-na ajudado a matar a menina de 14 anos) não transformou “Minhoca”, e os demais acusados de a terem ajudado, em assassinos, de uma hora para outra. O ambiente onde ela vive, certamente, propiciou que tivesse contato com essa realidade criminosa e dali retirasse a ideia da cruel contratação da morte da rival.
É aí o ponto onde a sociedade interessada no bem deve interferir, para evitar que o mal se torne banal em mentes tão jovens. É esse o cerne da questão. É o alvo.
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