
Feriado, turismo e as iguarias regionais, como a tapioca (foto), como atração turística do Amazonas
As repartições públicas, como diziam os antigos, decretaram ponto facultativo nesta quinta-feira (06/04). Amanhã, Sexta-feira da Paixão, é feriado religioso nacional. Cria-se aí um espaço onde entra uma das principais fontes mundiais de fomento: o turismo.
O Amazonas, Estado que se caracteriza por ter mais de 95% da natureza preservada, deveria ser um dos maiores beneficiários de momentos assim. O que se vê, no entanto, são amazonenses se dirigindo ao aeroporto Eduardo Gomes para viajar. É o que se chama de “turismo emissivo”, ou seja, o que manda turistas para fora.
O “turismo receptivo”, aquele dos turistas que chegam, patina.
As ideias são amplas. Elas vão desde um agente público que procura o setor privado e faz promoções conjuntas, até ao receptivo estabelecido.
Hotéis locais, que vivem em grande parte do vai-e-vem dos executivos do Polo Industrial de Manaus (PIM), ficam às moscas em períodos assim. Por que não aproveitar essa vacância para criar tarifas diferenciadas e atrair turistas para a capital da Zona Franca?
Restaurantes, bares, espaços de shows, do Teatro Manauara ao Teatro Amazonas, poderiam criar programações atrativas.
Há muitos interioranos que não conhecem Manaus. Incrível? Mas há sim. E eles gostariam de ter um incentivo governamental para vir à capital e se divertir, sem gastar tanto.
A infraestrutura turística de Manaus fica ociosa, nos feriados, como ocorre atualmente com o Centro da cidade. Turismo e o comércio do Centro construíram condições para receber um grande público.
No caso do Centro, redes telefônicas, saneamento, ruas asfaltadas, limpeza pública, linhas de ônibus etc. Mas tudo isso vai sendo abandonado.
O Centro, aos poucos – e lá se vai mais de uma década –, por conta da migração da garotada para os shoppings e do atrativo quase irresistível do ar-condicionado. O turismo porque os executivos do PIM vão em busca de outros locais e não se sentem atraídos pelo Encontro das Águas e outras belezas naturais do Amazonas. Além, é claro, de não haver qualquer política que os atraia.
Uma boa ideia do que ocorre no Centro pode ser dada por um empresário que, dono de prédio na área, faturava US$ 1 milhão em aluguel. Hoje, sem atrativo algum, se contenta com R$ 5 mil/mês ou R$ 60 mil/ano e não encontra clientes.
O turismo receptivo do Amazonas é assim. Com atrações que vão de um café da manhã no Paricatuba, debruçado sobre o rio Negro, a um hotel listado entre os 10 melhores do mundo, em Novo Airão, durante os feriados essa estrutura vive do apelo local.
Turismo é coisa para profissional. O Amazonas precisa de profissionalização.