
O solavanco dos caciques nacionais mexe com concorrentes ao Governo do Amazonas Braga (esquerda), Wilson (centro) e Amazonino (direita). Editorial, em vídeo, revela novo estúdio deste portal. Veja ao final
A política e os políticos do Amazonas viveram mais um susto, um solavanco, nesta quarta-feira (06/04). É que o União Brasil, do governador Wilson Lima, Cidadania, de Amazonino Mendes, MDB, de Eduardo Braga, e PSDB, de Arthur Virgílio, decidiram apoiar um único candidato a presidente da República.
A ideia desses partidos e federação é quebrar a polarização entre o presidente Bolsonaro e o ex-presidente Lula, isto é, criar a terceira via.
O grupo deve apoiar a senadora Simone Tebet, do Mato Grosso do Sul, que é pré-candidata lançada do MDB. E o vice deve ser Eduardo Leite, ex-governador do Rio Grande do Sul, que se desincompatibilizou, mesmo tendo perdido as prévias tucanas para João Dória.
Como ficam Wilson, Amazonino e Braga, que são candidatos ao Governo do Amazonas?
Uma fonte próxima a Wilson Lima afirma que ele tem autorização do União Brasil para apoiar o presidente Bolsonaro. Mas ainda precisa de confirmação oficial, à luz da legislação. O governador até disse, no meio da semana, depois que este portal adiantou o apoio dele, que seu candidato é Bolsonaro.
O governador concorre à reeleição pelo União Brasil, Braga disputa no MDB e Amazonino no Cidadania, sem nenhum problema.
Por isso, a cúpula decidiu que não vai formalizar federação. Até porque haveria uma complicação suplementar, já que poderiam lançar apenas nove candidatos a deputado federal e 25 a deputado estadual, no caso do Amazonas. Tudo por causa daquela lei que limitou o número de postulantes ao de cadeiras disponíveis, mais um.
Ia dar uma briga de foice entre os candidatos. Isso só não está totalmente resolvido porque o prazo final para criar federação é 31 de maio. E os humores podem mudar de uma hora para outra.
Em outras palavras, por enquanto, Wilson, Braga, Amazonino e Arthur estão juntos, nacionalmente, e separados no campo estadual, pero no mucho.
A política no Amazonas é complicada, até mesmo para os caciques.
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