23/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Independência do Brasil e Hino Nacional Brasileiro, numa homenagem sentida

Publicado em 07 de setembro, 2020

Independência do Brasil e Hino Nacional

Independência do Brasil e Hino Nacional por Davide Carbone, um tenor italiano, numa lição de brasilidade

O Hino Nacional Brasileiro foi composto em 1831, por Francisco Manuel da Silva, e teve a letra de Osório Duque Estrada oficializada em 1922, pelo presidente Epitácio Pessoa. Foram 300 anos para que o poeta descortinasse o cenário que espelha raízes do sentimento pátrio. Hoje, 198 anos depois da Independência do Brasil, é bom relembrar a homenagem do tenor italiano, Davide Carbone, 31 anos, em 13/12/2012, em São Paulo, abrindo o show de Andrea Bocelli, cantando o Hino Nacional.

Vejam que maravilha de música, abraçando a orquestra por inteiro. O tenor, que declarou em entrevista não saber cantar o Hino Italiano, canta em português perfeito.

A história de Carbone, aliás, é espetacular. Ganhou um sorteio, numa boate, cuja prêmio era viagem ao Brasil. Foi parar numa praia cearense. E se apaixonou, tendo voltado 34 vezes até os shows com Bocelli.

Quando falo de Parintins, o leitor dirá: “Pô, mas ele nasceu lá”. Quando falamos do Brasil, o tom parece ser o mesmo. Então deixa o gringo falar ou, melhor ainda, cantar.

 

Perfeição

A letra do Hino Nacional consegue sobrepujar o Hino da Independência, mesmo nesta data, por conta da perfeição. Claro, não há competição entre eles, cada um tendo o devido lugar na história. Mas são 50 versos perfeitos – incluindo os aspeados da “Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias –, divididos em dois trechos, métrica e ritmicamente irretocáveis.

Aí lê-se, espalhados pela Internet, textos de supostos poetas, tentando “simplificar” o Hino Nacional, taxando-o de “elitista”. Pobres covardes. Não respeitam a memória de Osório Duque Estrada, que não está mais entre nós para se defender. Nem a fina arte parnasiana contida em cada verso.

Cuidado. Esses caras não podem ir ao Louvre. Ou tentarão retocar a Monalisa, buscando nitidez, eliminando a finíssima e elaborada técnica do sfumato, que tanto valor empresta à obra de Leonardo Da Vinci. Loucos.

Lula ou Bolsonaro? Brasil. E Carbone. Sinta a beleza. Deixe fluir a obra-prima. Ouça:

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