
EXCLUSIVO Assassino confesso de miss, na foto ao lado dela, saiu da quarentena e já está misturado aos demais presos
Rafael Fernandes, 31, assassino confesso da miss Manicoré, Kimberly Mota, 22, já está numa cela comum, entre outros presos. “Ele fica numa ala reservada aos autores de crimes sexuais, feminicídio etc. É uma ala dentro do CDPM1 (Centro de Detenção Provisória Masculina)”, disse uma fonte do portal.
O prisioneiro confessou que matou Kim, como era conhecida, depois de ler mensagens no celular dela e ficar enciumado. Os investigadores chegaram ao autor das mensagens. Ele foi ouvido na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). “O depoimento não apresentou nada de novo. Eram apenas mensagens entre amigos”, revela o delegado Paulo Martins.
“O inquérito deve ser entregue ao Ministério Público (Estadual) ainda esta semana. Não tem nenhuma novidade, depois que o preso confessou tudo”, disse o delegado.
Os policiais não conseguiram encontrar o celular. Rafael disse que, em meio à fuga, errou caminho e atirou o aparelho às margens da rodovia AM-010 (Manaus-Itacoatiara). “Fizemos várias buscas e não encontramos”, disse Martins.
Kimberly foi trucidada a facadas, por volta de 0h30 de segunda-feira (11/05). Rafael ainda tentou removê-la do apartamento em que mora, onde cometeu o crime, mas não conseguiu. Ele foi aconselhado pelo pai, para quem ligou, a se entregar à polícia. Preferiu a fuga, no entanto, buscando alcançar a Venezuela. Foi preso em Pacaraima (RR), na fronteira, escondido em um casebre, sob proteção de dois venezuelanos.
O pai de Rafael, na sexta-feira seguinte ao crime (15/05), se atirou à frente de uma composição do metrô de São Paulo e faleceu.
A “quarentena” de Rafael Fernandes, que na verdade durou 15 dias, é medida preventiva adotada por conta da pandemia de coronavírus. Buscou também evitar represálias dos demais presos, que sequem o código dos presídios, devido à brutalidade do crime. “Todos os demais que entraram com ele, na mesma época, ficaram na triagem da cadeia”, disse a fonte.
A prisão não tem, teoricamente, prisioneiros ligados às facções do crime organizado, presos por tráfico de drogas ou pistolagem. “Rafael se juntou à massa carcerária. Os presídios não têm mais televisão e a maioria sequer sabe o crime que ele cometeu”, disse a fonte.
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