12/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Oficina debate proteção das mulheres diante de emergências climáticas

Publicado em 12 de agosto, 2026

Oficina debate proteção das mulheres diante de emergências climáticas

Celebrado em 12 de agosto, o Dia Nacional dos Direitos Humanos chama atenção para garantias presentes no cotidiano da população (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Estão abertas as inscrições para a oficina de apresentação do Protocolo Mulheres e Emergências Climáticas: Diretrizes e Recomendações para a Proteção de Direitos na Gestão de Riscos e Desastres, que será realizada no dia 25 de agosto, em Porto Alegre (RS).

A atividade é destinada a representantes dos Organismos de Políticas para as Mulheres (OPMs), das áreas de saúde, assistência social e defesa civil, além de demais gestoras e gestores públicos, profissionais da rede de proteção, pesquisadoras e pesquisadores, representantes do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher e de instituições parceiras.

A oficina tem como objetivo qualificar a atuação profissional e fortalecer as capacidades institucionais para a construção de respostas inclusivas, equitativas e atentas às necessidades específicas das mulheres em contextos de emergências climáticas.

Durante a atividade, serão apresentadas diretrizes e recomendações para incorporar a perspectiva de gênero às ações de prevenção, preparação, resposta e recuperação diante de riscos e desastres. O documento busca apoiar estados e municípios na atuação articulada dos serviços públicos e na garantia dos direitos das mulheres e meninas em situações de emergência.

A oficina também será realizada em outras regiões do País: em setembro, na Região Norte; em outubro, no Nordeste, em Recife (PE); e, em novembro, na Região Centro-Oeste. As datas e os locais ainda não definidos serão divulgados posteriormente.

Mulheres e emergências climáticas

A realização da oficina ocorre em um período de atenção aos possíveis efeitos do El Niño. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), as previsões divulgadas em junho apontavam condições favoráveis ao estabelecimento do fenômeno e indicavam chuvas acima da média em áreas da Região Sul no trimestre de julho a setembro de 2026. O cenário reforça a importância do monitoramento climático e da preparação contínua dos serviços públicos para situações de risco e desastre.

Emergências e calamidades podem aprofundar desigualdades já existentes e afetar de maneira diferenciada a vida das mulheres, especialmente daquelas que enfrentam vulnerabilidades sociais, econômicas ou territoriais.

Entre os desafios estão a sobrecarga das tarefas de cuidado, as dificuldades de acesso a serviços públicos, a perda de renda e de moradia e o aumento dos riscos de diferentes formas de violência. A crise climática afeta de maneira desproporcional mulheres e meninas, especialmente negras, indígenas, quilombolas, ribeirinhas, periféricas e integrantes de povos e comunidades tradicionais.

A adoção de protocolos, fluxos de atendimento e estratégias de atuação integrada contribui para que as políticas de gestão de riscos e desastres considerem essas especificidades e garantam acolhimento, proteção e acesso a direitos antes, durante e depois das situações de emergência.

Serviço

Oficina de apresentação do Protocolo Mulheres e Emergências Climáticas: Diretrizes e Recomendações para a Proteção de Direitos na Gestão de Riscos e Desastres

Agência Gov

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