
Assassino confesso de miss ficará em quarentena no sistema prisional; ele deu entrada na triagem
Rafael Fernandes, 31, réu confesso do assassinato da miss Manicoré, Kimberly Mota, 22, ficará em quarentena no sistema prisional do Amazonas. Ele deu entrada no Centro de Triagem, um anexo do Centro de Detenção Provisória Masculina I (CDPM I), na tarde deste domingo domingo (17).
Todo preso que entra no sistema prisional fica um período isolado por conta da pandemia de coronavírus. Passado o período ele será encaminhado a uma unidade prisional.
Conforme a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), os detentos que dão entrada ficam em celas separadas. Passados 15 dias, são transferidos. Neste período são monitorados caso apresentem algum sintoma do novo coronavírus.
Rafael chegou ontem a Manaus, transferido de Roraima, onde foi detido, pela equipe e pelo delegado Paulo Martins, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
Depois de matar a miss, Rafael ligou para o pai e este o aconselhou a se entregar, mas ele optou pela fuga. Ontem (15/05), o pai se atirou à frente de uma composição de metrô, em São Paulo, e faleceu.
Paulo Martins estava ao lado da delegada Zandra Ribeiro, que preside o inquérito, e do delegado geral-adjunto, Tasso Yuri.
Na hora do crime, Rafael disse que Kimberly foi ao banheiro e deixou o celular na cabeceira da cama. Havia descoberto a senha do aparelho. Quando viu as mensagens, foi à cozinha, pegou a faca e deitou ao lado dela, arma escondida nas costas. Quando ela se distraiu, ele a esfaqueou.
A miss não esboçou reação porque o primeiro golpe foi muito violento. Depois que Rafael percebeu Kimberly morta tentou carregá-la, mas não conseguiu. Levou o corpo ao banheiro e, depois, não conseguiu carregá-la, fugindo imediatamente.