
Coronavírus passa Hiroshima e Nagasaki, cidades vítimas das duas terríveis bombas atômicas que encerraram a II Guerra Mundial, e se torna nova arma de alcance planetário
Uma chinesinha, num pequeno laboratório a 200 metros de Wuhan, testava inflamações nos pulmões de animais. Usava um vírus adaptado para seu trabalho, que respondia muito bem. Chamou outra pesquisadora para ajudá-la, o bicho escapou e o resto a humanidade sabe. Essa é uma das muitas “verdades”, que circulam nas redes sociais, em meio à pandemia. Mas ela traz reflexões.
O mundo fez enorme esforço, nas décadas de 1960 e 1970, para encerrar a chamada “Guerra Fria”. O confronto entre Estados Unidos e União Soviética beirou, várias vezes, o conflito nuclear. Até a Perestroika, de Mikhail Gorbachev, o mundo sofreu solavancos, como o dos mísseis na Baía dos Porcos, em Cuba.
Guerra nuclear pressupõe usinas atômicas, fissão nuclear e a tão temida radiação provocada pelo urânio. São grandes estruturas, enormes silos, investimentos monstruosos. Países que detém a tecnologia, mais fortemente, são integrantes do Conselho de Segurança da ONU. EUA, China, Reino Unido, França e Rússia têm, por conta dessas armas, o poder de veto na organização.
Há uma certa liturgia e estrutura gigantesca necessárias para se atingir o patamar de “potência nuclear”.
Agora, sendo minimamente correta a história de Wuhan, chinesinha ou indianazinha ou coreanazinha ou brasileirazinha, detendo conhecimento disponível abundantemente, têm um poder de fogo tão grande quanto a das superpotências. As bombas de Hiroshima e Nagasaki mataram entre 150 mil e 240 mil pessoas. As mortes por Covid-19 alcançam 248 mil, até o começo desta segunda (04/05).
A ação foi tão individual, quanto surpreendente. Surpreendeu, por exemplo, os grandes laboratórios farmacêuticos. Não é estranho? Não há um “acordo tácito” com o vírus da gripe? O vírus apresenta, ano após ano, cepa nova, esquisita mutação genética. E isso faz esses gigantes econômicos produzirem vacinas globais, faturando bilhões.
Todos sabem que a indústria armamentista é a maior de todas e a mais lucrativa. Bate o tráfico de drogas, por exemplo. A arma biológica, silenciosa e eficaz, parece fazer parte desse arsenal.
Para quem defende ditadura é bom ficar de olho. O Amazonas confirmou o primeiro caso de Covid-19 em 13 de março. Em 16/03, as aulas estavam suspensas. A China, ditadura comunista com economia capitalista, teve o primeiro caso de Covid-19 em novembro/2019. Registrou oficialmente a primeira morte somente em fevereiro/2020.
Entre 13/03 e 04/05 temos 52 dias, 7,3 mil infectados e 585 mortes. Isso num Amazonas de 4,2 milhões de habitantes. Imagine o que ocorreu numa China de 1,4 bilhão de moradores?
Ditadura é obscurantismo. Informação dominada por minoria. Tacão. Força esmagando a massa. Não deseje isso ao pior inimigo.
Definição da pandemia, entre fakes news e verdade difícil de apurar? Nasceu pela curiosidade, cresceu no obscurantismo de uma ditadura e se estabeleceu na arrogância que domina governantes mundo afora. Esse tal do “rei na barriga”, que faz o sujeito, investido do poder, achar que sabe tudo.
O homem morre pelo homem.
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