10/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Leilão do Tropical Hotel e os possíveis desdobramentos do lance vencedor

Publicado em 13 de fevereiro, 2020

Leilão do Tropical Hotel

Leilão do Tropical Hotel teve o piloto Otacílio como dono do maior lance. Agora resta o depósito para que ele seja dono do maior empreendimento hoteleiro da Amazônia

O Tropical Hotel foi vendido por R$ 260 milhões. Mas quem apareceu para dar o lance foi “um empresário paulista e um empresário paraense”. Quem são eles? A visão dos perfis desses dois deixa a impressão de que são “representantes” de outros. O paulista, Otacílio Lima, já teria dito representar um “grupo europeu”. José Raimundo Farias Canto, o paraense, não disse de onde virão os R$ 255 milhões do lance que deu. Ele será habilitado a pagar, caso o primeiro não faça o depósito até dia 02/03. Resultado? Um cheiro de flor de laranjeira no ar, provocado por esse laranjal.

 

Piloto

Otacílio Santos Lima é coronel da reserva da Polícia Militar de São Paulo. Hoje dirige a Brasil Avionics (Bravio), que trabalha com simuladores de voo, como o Skyknight, uma inovação tecnológica. É, essencialmente, um piloto.

 

Advogado

Raimundo Canto é advogado. Tem, entre seus clientes, o empresário amazonense José Ferreira de Oliveira, o Passarão, dono do porto Chibatão.

 

Políticos

Uns e outros, nas mídias sociais, andam assanhados. Já começaram a circular nomes de políticos com vocação agrícola e bala na agulha. São os escalados pela voz do povo para comandar a possível colheita de laranjas.

 

Tutancamon

Comentário que chegou ao panavueiro, vindo do WhatsApp: “Arrematar o Tropical equivale a comprar a múmia de Tutancamon. Com planos de torna-lo, novamente, faraó do Egito”.

 

Dívidas

As dívidas são, realmente, um problema para o novo proprietário do hotel. O acalanto é que o leiloeiro Jonas Rymer deixou registrado a “ausência de sucessão” das dívidas. Especialista disse à coluna que, juridicamente, isso significa que o valor arrecadado no leilão cobrirá os débitos. Aí talvez dê para ressuscitar Tutancamon.

 

Mourão

O vice-presidente Hamilton Mourão assume a Secretaria da Amazônia. Há várias implicações. A primeira é que se trata de alguém com acesso direto ao presidente Bolsonaro e voz de comando no governo. A segunda é que são poucos os brasileiros que entendem tanto de Amazônia como ele.

 

Brasileiros x venezuelanos

Pacaraima (RR) por pouco não explode, na última semana. Moradores locais, revoltados com assaltos e outros atos de violência atribuídos a venezuelanos, provocaram choque. Fecharam a BR-174 (Brasil-Venezuela), fizeram barricadas e peitaram a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Queriam expulsar os venezuelanos no peito. A situação ficou tão séria que o Governo Federal mandou para lá o vice-presidente Hamilton Mourão.

 

Visita ao CBA cancelada

Mourão virá quarta (19/02) cumprir, em Manaus, a agenda anteriormente programada. O principal item é visita ao Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA). Que, pelo que tudo indica, agora sai do papel.

 

Segunda sem lei

As facções criminosas tentaram implantar o terror em Manaus, segunda (10/02). Uma morte, ocorrida no Coroado, mais fogos de artifício e tiros criaram o cenário. Correntes das redes sociais, espalhando notícias falsas (fake news), contribuíram muito. O balanço final, porém, foi de um morto e três presos. Todos dos lados dos criminosos.

 

Adesão ou pacto?

É histórico e é sabido que líderes criminosos fazem e desfazem alianças, ao sabor de interesses escusos. Zé Roberto da FDN e Gelson Carnaúba do CV-AM se uniram para executar soldados de João Branco. Foi o último massacre do Compaj, com 55 mortos. O efeito foi o enfraquecimento do próprio Zé Roberto. Carnaúba aproveitou, se articulou e ficou tão forte a ponto de mandar um “salve” para os adversários: “Quem quiser entrar no meu grupo é agora”. A adesão provocou, segundo fontes policiais, uma virada de 90% a 10%, a favor do CV-AM e sobre a FDN. Pergunta que não quer calar: foi adesão, capitulação ou pacto?

 

Adesão ou pacto? (2)

A polícia está agindo. Inclusive a PF, que parecia recuada. Os homens da lei não descartam a tese de cortina de fumaça. O objetivo seria “limpar a barra” para o abastecimento do Carnaval. A droga entraria pelo Amazonas para abastecer foliões consumidores manauaras, cariocas, paulistas, baianos… brasileiros.

 

Manaus FC

Espetacular a trajetória do Manaus FC. Classificado para a Série C e, agora, para a segunda fase da Copa do Brasil. Bateu, no último confronto, o Coritiba da Série A, nesta quarta (12/02). Aplausos.

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