
Entra Vicente Nogueira, mas o governo do Estado ainda terá que convencê-lo a abandonar a principal curtição do momento: o tempo e a felicidade de ficar com os netos.
Luiz Castro, agora ex-secretário estadual de Educação, deve ser substituído por Vicente Nogueira. Mas o ex-secretário da Semed (Manaus) e da própria Seduc, além de ex-reitor do Uninorte, ainda não topou. Nogueira estava com um pé na estrada, de muda, deixando Manaus, quando foi chamado às pressas para substituir Luiz Castro. Disse não. Voltou a ser chamado e transferiu a conversa definitiva para domingo (01/09). Tenta agora, junto à família, um tempo maior na capital amazonense para encarar a nova tarefa.
Vicente terá que impor condições para assumir a Seduc: nada de amarras é a primeira delas. Para imprimir seu próprio ritmo, à administração, precisará nomear todos os assessores. E, mais que isso, criar comissões específicas para auditar cada contrato sem licitação deixado pelo antecessor. Isso vale para qualquer outro que tope assumir a pasta. Ou a administração coonestará denúncias como a de Francisco Luiz Dantas da Silva. E estão vindo outras por aí.
Se não der para Vicente Nogueira, o secretário-executivo da Seduc, Luiz Fabian, volta a ser favorito. Ele foi levado para a Semed na primeira gestão de Vicente Nogueira na pasta.
Luiz Castro sofreu um infarto durante a campanha de 2019. Ficou uma semana fora dela. Dizem que sem esse afastamento teria juntado os votos para superar Eduardo Braga. Encarou sem pestanejar, apesar disso, todo o período da transição e a briga interna para assumir a Seduc. Só agora, mais de oito meses depois, acusa ter sido “afetado pela pressão” e precisar cuidar da saúde.
Luiz Castro queria entregar uma carta de despedida ao governador Wilson Lima. Mas este soube da demissão no meio de uma reunião com a bancada federal do Amazonas, em Brasília. Queria também uma coletiva de despedida. No lugar disso, o governador apenas cedeu o espaço institucional do governo do Amazonas no FaceBook. Onde o ex-titular da Seduc falou solitariamente. Wilson está, nesta quarta (28/08), em Tabatinga-AM.
Luiz Castro anuncia, no vídeo de despedida, que agora terá tempo para se defender. Pode começar aceitando o convite da Assembleia Legislativa para falar sobre as dispensas de licitação.
O ex-titular da Seduc avisa, no tal vídeo de despedida, que a vida pública dele não termina ali. Permanece, portanto, a disposição de disputar a Prefeitura de Manaus, em 2020. Breve cairá a ficha de que esses seis meses na Seduc praticamente dilapidaram, consumiram, exterminaram, todo o capital político dele.
Por que Alberto Bezerra foi substituído na Procuradoria Geral do Estado (PGE) por Jorge Pinho? Porque a sede governamental acha que “demandas superiores” demoravam demais para serem respondidas.
Em meio às saídas dos titulares da PGE e da Seduc quase passou despercebida uma nomeação federal importante. Trata-se do novo gestor do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), Fábio Calderaro. Ele era, até então, coordenador-geral de Planejamento e Programação Orçamentária da Suframa.
O rio Negro chegou a 26 metros e 72 centímetros, nesta quarta (28/08). Vem aumentando o ritmo da vazante, tendo chegado a 11cm desde o dia anterior. Todas as canoas estão na água. Começou a temporada de pesca esportiva do tucunaré. E lembre-se: é pescar e soltar.
O candidato do presidente Jair Bolsonaro a prefeito de Manaus, empresário Romero Reis, começou a se movimentar intensamente. Tem aumentado o número de reuniões do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Manaus (Codese). Ele é o vice-presidente do Codese.
No meio desse tiroteio todo, como fica o transporte escolar das crianças ribeirinhas e carentes do interior?
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