
Nejmi Aziz volta a ser presa pela PF e já está na cadeia feminina após decisão judicial. Foto: Reprodução
A ex-primeira dama Nejmi Aziz, esposa do senador e ex-governador do Amazonas Omar Aziz, foi presa temporariamente pela Polícia Federal, nesta quarta-feira (31). Ela já passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e já está no sistema prisional.
Ela deve dar entrada no sistema prisional hoje, segundo informações da PF. Ela foi presa no último dia 19 de julho e passou duas noites no Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), sendo solta no dia 21, após receber habeas corpus. Uma nova liminar, obtida pela Polícia Federal, suspendeu a decisão anterior.
Nejmi já está novamente no CDPF, no KM 8 da BR-174, para cumprir o restante da temporária, que é de 5 dias. Ela cumpriu dois. A ex-primeira-dama é alvo da operação Vertex, da PF, que investiga a prática de crimes de corrupção passiva, lavagem de capitais e organização criminosa. Um nono alvo das investigações, em Brasília, tem mandado de prisão em aberto.
Entre as vantagens indevidas de que se tem suspeita, teria havido entregas de dinheiro em espécie ou por meio em negócios simulados ou superfaturados, a fim de ocultar a entrega de dinheiro dissimulado por meio de contratos de aluguel e de compra e venda.
A investigação está diretamente relacionada com as outras fases da Operação Maus Caminhos, sendo elas as operações Custo Político, Estado de Emergência e Operação Cashback.
Na Operação Custo Político se apurou a prática de crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de capitais e pertinência a organização criminosa, praticados por cinco ex-secretários de estado, bem como diversos servidores públicos e o núcleo da organização criminosa desbaratada na primeira fase da operação, enquanto na Operação Estado de Emergência, completava o núcleo político do Poder Executivo estadual, tendo alcançado o ex-governador José Melo, que chegou a ser preso.
Por outro lado, a Operação Cashback, teve por objeto a investigação quanto ao envolvimento de outras empresas em conluio, em relação as quais, suspeita-se que foram efetuados pagamentos embasados em notas fiscais falsas, sem a correspondente prestação de serviço, além de pagamentos por serviços superfaturados.
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