
Zona Franca não será afetada por portaria do Imposto de Importação (II) porque ela atingirá apenas produtos sem competitividade, diz Rodemarck Castelo Branco (foto). Ele tem dado um show como especialista ouvido toda terça no Diário da Manhã, da Rádio Diário (95.7)
O economista Rodemarck Castelo Branco, ex-secretário municipal de Economia e professor da Ufam, joga ducha fria num panavueiro. Trata-se da Portaria 309/24-06-2019, do Ministério da Economia, leia-se ministro Paulo Guedes. “Ela zera o Imposto de Importação (II), mas apenas de importados que não tenham similares nacionais”, explica.
A portaria exige que o produto brasileiro seja 5% mais barato, na porta da indústria, em comparação com o importado. O importado embutirá custo de produção, mais frete e impostos brasileiros. “Se, ainda assim, o produto nacional não for competitivo, aí não merece ficar no mercado”, disse Rodemarck.
Rodemarck e a equipe de seu escritório analisaram uma cesta de produtos da Zona Franca. Nenhum será afetado pela portaria 309.
Há político bradando que pedirá a revogação da Portaria 309/24-06-2019, alegando “defesa da Zona Franca”. Até anunciam aliança com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). A Abinee não move uma palha em favor da Zona Franca. Só combate a portaria defendendo produtos que só existem pelo protecionismo injustificável do governo brasileiro, que a portaria elimina.
O protecionismo à falta de qualidade ou de competitividade apena o povo brasileiro. O consumidor nacional paga caro por produtos com similares mais baratos e melhores, vendidos apenas no estrangeiro.
Fernando Collor disse que os carros brasileiros eram carroças e abriu o mercado automobilístico nacional. Fernando Henrique eliminou barreiras da Lei de Informática. O mundo voava baixo nos computadores e o brasileiro usava aqueles de tela verde. A história mostrou que ambos tinham razão.
Houve festa em setores do Amazonas quando o ministro Carlos Alexandre Costa anunciou que o Plano Dubai era “apenas uma ideia”. E que havia sido proposto pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Manaus (Codese).
O que há de errado em planejar o futuro? O Plano Dubai se referia a 2073, depois dos novos 50 anos de prorrogação da Zona Franca. Um dos argumentos é de cair o queixo: “Até lá, nem eu nem você estaremos aqui”?.
O problema maior do Plano Dubai é outro. Romero Reis, presidente do Codese, que “assoprou” o plano para Alexandre Costa, quer disputar a Prefeitura de Manaus. É o candidato do presidente Jair Bolsonaro e deve colar nele na visita programada para dia 12/07. Todos os que têm alguma pretensão de concorrer a prefeito estão em pé de guerra contra Romero.
O asfaltamento da BR-319 (Manaus-Porto Velho) ganhou importante aliado: o Ministério Público Federal (MPF). Os procuradores da República no Amazonas integram o Fórum Permanente de Reabertura da BR-319. Dia 8/7, na Câmara do Careiro Castanho, pretendem apresentar carta aberta defendendo a repavimentação da rodovia. Parece que entenderam o que o Amazonas diz há anos.
Outros órgãos participam do Fórum que discute a BR-319, além do MPF. Crea-AM, Assembleia Legislativa, Fieam, Secretaria Estadual do Meio Ambiente e OAB-AM estão lá. Usuários da rodovia são representados pela Associação dos Amigos e Defensores da BR-319 (AAD-BR-319), Associação Comunitária do Igapó Açu e Casa do Rio.
A audiência pública no Castanho servirá para integrantes do fórum entenderem mais sobre a rodovia. O MPF, por exemplo, pede prioridade para o trecho entre Castanho e Igapó Açu. Mas o mais crítico é justo o mais usado: entre a balsa do Careiro da Várzea e a comunidade do Araçá, na altura do KM-050.
O deputado federal Átila Lins (PP-AM) é candidato a prefeito de Manaus. Está no sétimo mandato consecutivo na Câmara Federal (28 anos). Acaba de ser guindado à presidência do PP-AM pelo presidente nacional da legenda, Ciro Nogueira. E os negócios da família vão muito bem obrigado. As faculdades Fametro e Santa Tereza, são dirigidas por Wellington Lins, irmão de Átila. E estão tão bem que abrem filiais em Manaus e em outros Estados.
Só uma dúvida assola o mundo político amazonense: a “raposa felpuda”, como Átila é conhecido, abrirá a mão para investir na campanha??
A confirmação de Átila Lins na presidência do PP-AM praticamente joga o vice-prefeito Marcos Rotta no colo do DEM-AM. Rotta sondava candidatura pelo PP, sob a presidência do empresário Francisco Garcia. Agora terá que se entender com o ex-deputado federal Pauderney Avelino.
David Almeida definiu que candidatos a prefeito no interior presidirão o partido dele, o Avante. Com isso, velhos caciques interioranos perdem espaço para manipular candidaturas. O desafio de David, mais difícil, é atrair apoios para prefeito de Manaus. Corteja nem mais nem menos que o governador Wilson Lima e o prefeito Arthur Virgílio.
O presidente da OAB-AM, Marco Aurélio de Lima Choy, vem sendo sondado para concorrer à Prefeitura de Manaus. Desconversa, com seu jeito matreiro, mas deixa a situação eleitoral em dia. Uma coisa já conquistou: é tido pela maioria dos prefeituráveis como “o vice ideal”. Como transita em todas as esferas, Choy só precisa esperar a hora certa e escolher.
O sinal vermelho acendeu nos órgãos fiscalizadores das contas da Secretaria Estadual de Educação (Seduc). A lupa principal está no contrato da Dantas Transportes, de R$ 46 milhões, renovado por mais três meses. A lei exige que, nesses casos, o administrador não só prove a necessidade da emergência como inicie, concomitantemente, a licitação para o serviço. A Seduc ainda nem tchum.
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