28/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Veja como turismo e UEA recebem dinheiro, quanto e como são formados esses fundos

Publicado em 03 de julho, 2019

como turismo e UEA recebem dinheiro

Como turismo e UEA recebem dinheiro dos fundos provenientes das indústrias da Zona Franca de Manaus

Há uma caixa preta na formação e no montante dos fundos no Amazonas. Havia. O Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI) era uma. A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) outra. O FTI obteve R$ 834,377 milhões, em 2018. Para a UEA foram arrecadados R$ 406,256 milhões. A fonte é da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz).

 

Destino

Foi tudo para o destino correto? Nada disso. A Amazonastur, que deveria ser destinatária do FTI, recebeu algo em torno de R$ 70 milhões. A UEA teve orçamento aproximado de R$ 300 milhões e precisou gritar para receber parcelas. Tudo em 2018.

 

Formação do FTI

O FTI é formado, basicamente, da seguinte forma: 2% das importações de insumos. 1% do faturamento das empresas que têm 100% de crédito estímulo (restituição) de ICMS. E 1% do faturamento de bens intermediários com diferimento.

 

Formação do fundo da UEA

O fundo da UEA recebe 10% do faturamento de empresas com 100% de crédito estímulo do ICMS. Outros 1,3% do faturamento de bens intermediários com diferimento. E mais 1,5% do faturamento de empresas com demais créditos estímulos. É o básico.

 

Futuro

Juntando o dinheiro do FTI e da UEA dá para planejar um bom bocado do futuro. É preciso olhar por esse prisma ou o Amazonas continuará se perdendo no emaranhado das atividades meio. Sem jamais atingir os fins.

 

Governo do Estado e a reforma

O presidente da Assembleia Legislativa, Josué Neto, espera receber a Reforma Administrativa do Governo do Estado nos primeiros dias de agosto. Trará extinção de secretarias e corte de cargos, mas ainda não tem versão final. O prazo para tramitação é de três sessões. É o mote do governador Wilson Lima para superar os problemas financeiros do Estado. “Não haverá regime de urgência”, garante o presidente. O Legislativo entra em recesso dia 12/07 e volta em 06/08.

 

Arthur e Chico Preto

O vereador Chico Preto, Ferrabraz da oposição na Câmara Municipal, sempre vai a eventos da Prefeitura. Tem direito a isso, pelo cargo que ocupa, mas costuma misturar-se à plateia. O prefeito Arthur Virgílio, quebrando o protocolo, mudou isso. Foi no lançamento do Manual de Parceria Público-Privada do Município. “Vereador Chico Preto, este não é um ato político-partidário. Venha para a mesa”, convidou o prefeito. O opositor, visivelmente contrariado, aceitou o convite. E se viu diante de flashes e luzes de TV.

 

Arthur e Chico Preto (2)

O convite inesperado de Arthur a Chico Preto mostra que muitas águas vão rolar até o ano político de 2020. E aí cabe uma máxima: Em política, a pior posição é parado.

 

David Almeida e o Avante

David Almeida inaugura nesta quinta (03/07), às 19h, na avenida Tarumã, na Praça 14, a sede estadual do Avante. Promete série de filiações com pelo menos 20 candidatos a prefeito no interior. Fora vereadores e vice-prefeitos.

 

História

O Avante obteve registro definitivo em 11/10/1994, como PTdoB, dissidência do PTB.

 

IBGE alarmante

O IBGE divulga dados alarmantes sobre o Amazonas. Eles vêm da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). O Estado tem 43,9% dos homens e 56,1% das mulheres desocupadas. São dados da pesquisa do primeiro trimestre de 2019.

 

Piscicultura

O Amazonas, com esse mundo de água, é o maior produtor de peixe do Brasil, certo? Errado. O Paraná, com 129,9 toneladas, ocupa o primeiro lugar. São Paulo, Rondônia, Mato Grosso, Santa Catarina, Maranhão, Minas Gerais, Goiás, Bahia e Mato Grosso do Sul vêm a seguir. Está no “Anuário peixe BR da piscicultura 2019”.

 

Festival de Parintins, sucesso de público

O Festival de Parintins foi um sucesso de público. O Bumbódromo, definitivamente, está pequeno para a festa. Tinha, como sempre teve, nessas três décadas da obra, mais gente fora que dentro.

 

Festival de Parintins, contradições

A Festa dos Bumbás, porém, guarda contradições. Vive da imagem, como todo evento público, mas trata mal quem a divulga, os jornalistas. Coleguinhas, de Norte a Sul, ficam as cinco horas e meia das apresentações de pé. Não há água por perto e quem sai para comprar corre o risco de perder algo decisivo, além do disputado lugar na mureta. Fora o fato de que as operadoras de telefonia simplesmente ignoram seus clientes. Os smartphones não ligam, nem conectam na internet.

 

Área de foto

Os fotógrafos sofrem para obter um bom ângulo de foto. Mesmo com câmeras sofisticadas e lentes poderosas. As exceções são assessores dos bumbás e pessoal da emissora oficial, A Crítica, que têm acesso à arena. É comum auxiliares dos bumbás, distraidamente, escolherem justo a linha de foto para não fazer nada. Ou depositar entulho da apresentação, como caixa de som sem uso, onde os itens se deixam fotografar. Isso quando não decidem colocar a banda cobrindo toda a visão. Dá para corrigir esse defeito de forma muito simples: crie-se uma “linha de foto”. Funcionaria como uma faixa de pedestres, inscrita no chão: “Linha de fotografia. Proibido obstruir a visão”. Só isso já ajudaria muito a melhorar a imagem da bela festa, na visão de quem a divulga mundo afora. Se passar um rapaz vendendo água, na área do fosso, então, a organização periga levar nota 10.

 

Festival ainda não visto

Para quem ainda não viu, o portal publicou uma revista do festival em fotografias. A polêmica do resultado. A réplica de um dos implicados e a tréplica do portal. É só clicar nos links.

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