Mulher do traficante Marcos Pará, condenado por matar delegado, é alvo de operação do MP

Foto: Divulação

Um dos alvos da Operação Collusione, deflagrada nesta terça-feira (25), Luciana Uchoa Cardoso, mulher do narcotraficante Marcos Roberto Miranda da Silva, o ‘Marcos Pará’, exerce autoridade sobre os demais integrantes da organização criminosa na qual atua. A informação é do promotor Flávio Mota, membro do Gaeco e que presidiu as investigações.

Durante as investigações, que contaram com auditores do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) da Receita Federal, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), identificou que o grupo criminoso lavava dinheiro do tráfico de drogas usando empresas de contabilidade de fachada.

Entre os cinco mandados de prisão, um tinha como alvo a esposa de ‘Marcos Pará’. No entanto, ela já está presa no presídio feminino em Manaus.

‘Marcos Pará’ está preso em presídio federal, fora do Amazonas, e foi condenado em 2018 pela morte do delegado da Polícia Civil (PC) Oscar Cardoso, ocorrida em 2014.

Conforme o promotor Flávio Mota, Luciana pertence ao grupo criminoso comandado pelo narcotraficante João Pinto Carioca, o ‘João Branco’, e exerce autoridade sobre os demais integrantes da organização.

“A Luciana exerce uma certa proeminência em relação aos demais. Os demais, a parte operacional, que efetua o tráfico de drogas, se reportam à Luciana como senhora, um respeito que não é muito usual”, explicou o promotor e membro do Gaeco.

Presa

Em fevereiro deste ano, com tornozeleira eletrônica, ‘Estrela’, como também é conhecida Luciana, foi presa. Ela foi apontada como chefe do tráfico de drogas no Alvorada, zona Centro-Oeste, e foi detida com uma arma de fogo e dinheiro em espécie.

Apontada como “o terror do Alvorada” em vários áudios que circularam em grupos de WhatsApp, à época moradores relataram pânico diante das ações da mulher do narcotraficante.

Mandante

Luciana é suspeita de ser mandante da morte da recepcionista Bruna Freitas, 23, que trabalhava no restaurante Barollo, executada a tiros na Colônia Japonesa.

Luciana também foi apontada em 2015 pela Polícia Federal (PF) como a responsável pela contabilidade e lavagem do tráfico comandado pelo marido.

Material e bloqueio

Durante a operação desta terça, foram apreendidos muitos materiais, como computadores e celulares, que vão auxiliar nas investigações do MP. Através dos eletrônicos, o órgão espera ter acesso a diálogos dos investigados e entender ainda mais a dinâmica de como funciona a organização criminosa.

Também foi pedido à Justiça que o bloqueio dos possíveis valores que os investigados têm em suas contas bancárias. O bloqueio será feito junto ao Bacenjud e, somente depois disso, o Ministério Público terá informações concretas dos valores bloqueados.

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