MP faz operação para prender grupo de lavagem de dinheiro e tráfico; há empresários envolvidos

Foto: Divulgação/MP

O Ministério Público do Amazonas (MP-AM), através do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), deflagrou na manhã desta terça-feira (25) a Operação Collusione para investigar uma organização criminiosa que atua em lavagem de dinheiro, tráfico de entorpecentes, associação para o tráfico de drogas e falsidades documentais no Amazonas.

A operação teve o apoio das Polícias Civil (PC) e Militar (PM). A Justiça autorizou a prisão temporária de cinco suspeitos, mas o MP não deu detalhes sobre prisões.

A investigação do Gaeco, que também teve a participação da 84ª Promotoria de Justiça que atua junto à 4ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecentes, começou após comunicação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ao MP, onde se verificou que determinadas pessoas, muitas delas com envolvimento com o tráfico de entorpecentes, enviavam dinheiro de Manaus para a conta corrente de outro investigado, na cidade de Tabatinga, região da tríplice fronteira (Brasil – Colômbia – Peru).

Uma das principais investigadas teria enviado para a intermediária, residente em Tabatinga, valores consideráveis que chamaram a atenção.

Após a quebra de sigilo telefônico, se verificou uma extensa relação de pessoas físicas que comercializavam drogas da organização criminosa.

Empresários envolvidos

Com essa mesma medida, foi possível identificar empresários que se utilizavam de pessoas jurídicas para acobertar a atividade ilícita dos outros investigados.

Um desses empresários, segundo o MP, forneceu guia de trabalho falsa para que um dos investigados, cumprindo pena no regime semiaberto, obtivesse benefícios penitenciários de forma indevida, como a remissão da pena (abatimento de um dia da pena para cada 3 dias trabalhados).

“Apurou-se ainda que, em face da grande quantidade de pessoas físicas e jurídicas envolvidas, os investigados se valiam de várias pessoas interpostas para movimentar dinheiro e adquirir bens, dificultando a localização dos frutos econômicos do tráfico de entorpecentes”, diz o MP.

Mandados

Os promotores de Justiça do Gaeco propuseram medida cautelar judicial de busca e apreensão domiciliar e pessoal de 20 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, sequestro de bens de sete investigados, indisponibilidade de bens de seis suspeitos, além da prisão temporária de cinco deles. O pedido foi aceito pela Justiça.

Durante a execução da medida, as equipes do Gaeco e da PC apreenderam documentos, computadores portáteis, smartphones e tablets, que já estão sendo periciados. Pessoas que possam ter envolvimento com os crimes investigados na operação ainda serão ouvidas no MP.

A operação

Collusione é uma palavra italiana que significa conluio. No contexto da investigação, observou-se a existência de verdadeiro conluio criminoso, entre um grupo de pessoas com forte atuação no tráfico de drogas e outro grupo, de empresários e contadores, que atuaria no sentido de lavar o dinheiro proveniente da atividade ilícita.

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