
Oficiais indagam como preso matou comandante e saiu vivo da delegacia da PM de São Gabriel da Cachoeira, durante interrogatório. Jefferson era estimado e tinha futuro brilhante
Os oficiais da Polícia Militar prometem não deixar barato a morte do tenente Jefferson Santos, comandante da PM em São Gabriel da Cachoeira. Ele era muito estimado, 01 (primeiro lugar) em vários cursos e tinha um futuro brilhante. “São Gabriel virou um local onde o tráfico tenta se impor e o tenente estava fazendo bom trabalho. Como morre na delegacia, interrogando preso, com arma de policial de colete e que sobreviveu ileso?”, indaga um dos oficiais. Um grupo, que tinha Jefferson em alta conta, promete acompanhar as investigações. “Como o assassino, acusado de comandar roubos em São Gabriel, saiu da delegacia preso e vivo? Parar alguém que atira em oficial, dentro de delegacia, só a bala”, disse outro.
O 2º tenente Jefferson Santos estava interrogando Renato de tal, acusado de comandar série de roubos em São Gabriel. O soldado Natan Andrade deixou a arma em cima da mesa. Foi ela que Renato pegou para desferir dois tiros no peito e um na perna do tenente. Depois atirou no peito de Natan, mas este estava de colete. O preso foi dominado e levado para a delegacia local da Polícia Civil. Esta é a versão oficial. O assassinato ocorreu dia 20/08.
Os oficiais que procuraram o portal deixam claro que vão em busca de explicações. “Desvendar essa morte e prender os culpados é defender a instituição. Como é que um oficial de alto nível, promissor, cheio de vida, é morto assim e não acontece nada? Essa moda não pode pegar”, disse um deles.
Numa circunstância dessa, com um preso tomando arma e atirando em oficial, a reação natural seria atirar contra ele. “Uma arma de oficial pode ter até 15 tiros. O preso deu quatro tiros. Se não havia mais ninguém armado na sala, como é que dominaram o atirador? E se havia por que não atirou para defender as vidas dos colegas? Essa morte foi muito estranha e vamos tirar a limpo como ela ocorreu”, disse um dos oficiais.
A Polícia Militar e a Polícia Civil enviaram um grupo para São Gabriel da Cachoeira a fim de investigar a morte de Jefferson. Eles esperam que, nos próximos dias, novos detalhes sejam revelados.

Tomógrafo já em funcionamento. Bastou pagar as dívidas e o conserto foi feito, numa demonstração de que o Estado demorou porque quis
Os tomógrafos dos dois principais prontos-socorros do Amazonas voltaram a funcionar sexta (24/08). Técnicos da Siemens, fabricante do equipamento, trouxeram as ampolas (ou tubo de imagem) que estavam queimadas. A Coca-Cola, cujos dirigentes ficaram horrorizados ao saber da ausência desses equipamentos nas unidades, doou dois novos tomógrafos ao Estado. Eles ainda precisam ser instalados, numa novela que só está começando.
Primeiro queimou o tomógrafo do 28 de Agosto. Depois o do João Lúcio. A Siemens, sem receber valores de dívidas bastante atrasadas, se recusou a recuperá-los antes da quitação. A Susam se recusava a pagar os valores – bem altos – alegando que foram “herdados” de outras gestões. Os atuais gestores reagiram como se o Estado fosse um antes deles e outro, o deles, a partir da posse de Amazonino. Após tentativas fracassadas de importar as peças, driblando a Siemens, porém, tiveram que se render. Foi mais de mês com vidas em risco e pacientes submetidos a desconforto por cabeça dura da gestão da Susam. Bastou pagar quarta (22/08), as peças chegaram no outro dia e no outro (24/08) os tomógrafos estavam funcionando. Ufaaa.
A revista Veja publicou matéria afirmando que o governador Amazonino Mendes pode chegar ao quinto mandato. Baseia-se em pesquisa Ibope (AM-01315/2018) do dia 17/08. Nela Amazonino tem 29%, Wilson 19%, Omar 16% e David 15%. Há ainda dois pontos divididos entre Berg da UGT (PSOL) e Sidney Cabral (PSTU). E outros 16% brancos/ nulos, além de 4% que “não sabe/ não respondeu”.
A leitura pode ser feita de um ângulo diferente de Veja. A revista afirma que “o Amazonas não quer o novo”. Mas os números dizem:
1) haverá 2º Turno;
2) basta somar os votos de Omar e Wilson para passar de Amazonino. Dá 35% dos votos;
3) sobram os eleitores de David Almeida (15%), os brancos/nulos e os não sabe/ não respondeu (20%), que somam outros 35%;
A leitura final da pesquisa é que Amazonino não tem 70% dos votos, que tendem para “o novo” ou a oposição. Como já tem 29%, precisaria de 22% para alcançar a maioria. Haja máquina.
O mote da campanha é a segurança pública. O prefeito Arthur Virgílio tem metido o dedo nessa ferida. Acaba de convocar prefeitos e governadores do Norte para reagir ao crime organizado. Excluiu Amazonino ou apelou para os demais porque acha que o governador não reage à altura. Mas poderia ser saúde. Como poderia ser Educação. Ou economia. Ou seja, o Amazonas precisa de soluções profundas. Não há mágica de marqueteiro capaz de esconder tantos problemas.
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