
Nova eleição será sucessão do Governo Omar Aziz e especialistas afirmam que senador está fora da disputa
O que mudou de ontem (03/05/2017) para hoje? Tudo. O quadro é outro. O cenário permite, após a cassação de governador e vice pelo TSE, que Amazonino Mendes tenha recebido em casa uma corrida de “viúvas” de seus três mandatos no Governo do Estado. E David Almeida, esperando apenas uma ligação do TRE-AM para assumir a sede da Avenida Brasil, tivesse sido obrigado a se recolher e desligar o telefone.
Haverá uma eleição tampão, em mais ou menos 90 dias, com as mesmas condições de 2014. Isso significa que se disputará, novamente, a sucessão de Omar Aziz. O vencedor assume aquele posto de favorito, lembra?, que até segundos antes do veredito do TSE era ocupado por Henrique Oliveira.
Os mais afoitos já estão em campanha. A prudência manda, porém, que se entenda a natureza desse pleito.
Há 62 eleitores valiosos. São os prefeitos amazonenses. A maioria ainda está na proverbial lua-de-mel com o poder e todos têm à mão as máquinas municipais. Qualquer candidato terá que recorrer a esses líderes, e a seus votos, para tentar superar os percalços de uma campanha relâmpago, sem dinheiro – em face da nova legislação – e surpreendente sob todos os aspectos.
O pano de fundo é o Amazonas. Esse aí deveria ser o foco, a ideia a presidir os interesses agora colocados em xeque.
Melo deixa cenário de terra arrasada. A saída abrupta impediu muita gente do primeiro escalão de limpar as gavetas.
Ficam para trás passivos como o das 70 mortes ocorridas no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), no alvorecer deste ano, e os descalabros denunciados na Operação Maus Caminhos, cujos desdobramentos ainda não são totalmente conhecidos. Isso para ficar no mínimo.
Os nomes vão surgir. Quem colocar o interesse público acima das ambições pessoais ampliará as chances. O tempo dirá.
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