A Secretaria de Estado da Saúde (Susam) entrega nesta sexta-feira (3), às 16h, as novas instalações do Hospital Geraldo da Rocha, especializado no atendimento a pessoas acometidas pela hanseníase. Localizado no bairro Colônia Antônio Aleixo, na zona Leste, a unidade hospitalar passou por uma grande reforma e reestruturação, resultado de investimentos da ordem de R$ 7.497.367,20 incluindo obras e equipamentos. Um ganho importante com a reforma foi a adaptação do centro cirúrgico para realização, no próprio hospital, das intervenções ortopédicas reparadoras de pequeno porte.
“A readaptação e modernização das enfermarias e do centro cirúrgico do hospital são o destaque desta obra, realizada para garantir melhor atendimento, principalmente às pessoas em tratamento das sequelas da hanseníase”, destacou o secretário estadual de Saúde em exercício, José Duarte dos Santos Filho.
Com a reforma, as enfermarias que antes agrupavam 16 leitos num único espaço e dispunham de banheiros conjuntos no corredor, passam a ser organizadas em quartos com quatro leitos cada, com banheiros internos, nos padrões preconizados pelas normas hospitalares, assegurando maior conforto e a privacidade aos pacientes.
A unidade passa também a realizar cirurgias ortopédicas reparadoras de pequeno porte. Até aqui, os pacientes com sequelas de hanseníase que necessitavam desse tipo de procedimento eram transferidos para a Fundação Hospital Adriano Jorge, localizada no bairro da Cachoeirinha, zona Sul.
Para os pacientes vitimados pela hanseníase que já não dispõem de qualquer vínculo familiar e que viviam, há anos, na enfermaria do Geraldo da Rocha, foi também criado, graças à reforma, o espaço denominado Lar Paraíso. “Estes pacientes, que são albergados na unidade, têm agora um ambiente mais próximo do que seria um lar, onde passam a viver, permanecendo com todo o suporte de atendimento médico-hospitalar de que necessitam”, explica o secretário.
A diretora do Hospital Geraldo da Rocha, Ana Belota, explica que a unidade é referência para o acompanhamento de pacientes que, mesmo não tendo mais a doença, necessitam tratar as sequelas da hanseníase, sendo as mais comuns as úlceras nos pés e mãos. O atendimento clínico para pacientes diabéticos, hipertensos e com problemas pulmonares também é ofertado na unidade.
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