Depois de terem participado da última manifestação que reuniu mais de 100 mil pessoas em prol do transporte público e reivindicações para melhorias de classes, os farmacêuticos do Amazonas se reuniram nessa quarta-feira, dia 10 de julho, na Sede do Sindicato dos Farmacêuticos do Amazonas (Sinfar/Am), para discutir as propostas que serão levadas às ruas, nesta quinta-feira, dia 11, quando participam da nova manifestação pública, no Centro de Manaus, dessa vez, organizada pelas Centrais Sindicais.
Para a presidente do Sindicato dos Farmacêuticos do Amazonas (Sinfar/AM), Cecília Leite Motta de Oliveira, a manifestação acontece como forma de mostrar aos governantes a precariedade no sistema de saúde. “Além disso, o protesto é para que a situação mude e o governo valorize a área”, relatou. Ela também destaca que a participação dos profissionais da área, deverá ser mais expressiva do que a última manifestação, pois reunirá estudantes do curso de Farmácia. “Nossa luta é constante por melhorias e estamos buscando isso, os sindicatos se reuniram para manifestar os problemas que afligem seus respectivos segmentos e é isso que estamos fazendo”, relata.
De acordo com uma das líderes do movimento, Dra. Ednilza Guedes, Conselheira Federal Suplente do Conselho de Farmácia, os protestos e propostas vêm não apenas como resposta do país e da região ao avanço da corrupção, melhorias de classes e do atual panorama político do Brasil, mas por uma luta coletiva que visa o bem comum. “Reivindicaremos entre outras coisas a inclusão do farmacêutico no SUS, CPI nas terceirzações de Saúde, realização de concursos públicos que insiram a categoria, aprovação do piso salarial, carga de trabalho de 30 horas, chamada dos concursados nos últimos certames de 2005, 2012 e 2009, do Corpo de Bombeiros. Representamos a saúde, assim como os médicos e demais profissionais que atuam em benefício da população”, destaca a farmacêutica.
Ednilza lembra que as discussões vão além das atuais manifestações e já estão em andamento no Congresso Federal em Brasília, com 85 projetos de lei que já estão em tramitação. Desses, 26, se aprovados favorecem a classe. “Continuaremos aqui e em Brasília na Câmara e no Senado trabalhando junto ao Conselho Regional do Amazonas e ao lado de outros representantes e Conselho Federal de Farmácia, defendendo nossa profissão e nossos direitos. Nossa luta é antiga e nossa bandeira é a nossa e Reivindicação dos Farmacêuticos”, atesta Ednilza Guedes.
PROPOSTAS APROVADAS NA REUNIÃO REALIZADA NA SEDE DO SINFAR/AM
1. JORNADA MÁXIMA DE 30 HORAS PARA OS FARMACÊUTICOS;
2. PISO FARMACÊUTICO NACIONAL;
3. CHAMADA DOS CONCURSADOS NOS ÚLTIMOS CONCURSOS (2005, 2012 E 2009 DOS BOMBEIROS;
4. AMPLIAÇÃO FARMACÊUTICOS NA SAÚDE;
5. CONSTRUÇÃO DO LABORATÓRIO CENTRAL;
6. INCLUSÃO DOS FARMACÊUTICOS NOS NASF;
7. A SAÚDE COMO CARREIRA DE ESTADO;
9. FARMACÊUTICOS SÃO CONTRA A PRECARIZAÇÃO DOS SERVIÇOS FARMACÊUTICOS;
10. CPI NAS TERCEIRIZAÇÕES DA SAÚDE
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