O governador Omar Aziz ainda hesita entre o vice-governador José Melo, a deputada federal e secretária estadual de Governo, Rebecca Garcia, ou o senador Eduardo Braga, como alternativa de apoio nas eleições do ano que vem. Braga, no entanto, começou a preparar a equipe de elaboração do plano de governo. Vários secretários estaduais já foram contatados para formar nessa equipe e, a partir de julho, começarão a pedir demissão do Governo do Estado.
Os “braguistas”, que permaneceram na administração estadual graças ao apoio emprestado pelo senador à candidatura Omar Aziz, poderiam ser substituídos após dois anos, conforme o acordo de campanha. Omar, porém, preferiu manter alguns e teve dificuldade em promover substituições. O exemplo mais claro foi o demissionário e sem motivação, desde o início da gestão atual, ex-secretário estadual de Fazenda Isper Abrahim, mantido no cargo até o dia 10/12 do ano passado. A ex-diretora do Detran, Mônica Melo, que não desperdiçou chance de chamar Braga de “nosso líder maior”, só perdeu o cargo para Leonel Feitoza no dia 27/02.
Há um único caso inverso. A atual companheira do vice-governador José Melo, Edilene Gonçalves, que foi secretária particular de Braga na Renault, no Governo do Estado e se transferiu para o gabinete dele, no Senado, numa relação de 15 anos, se demitiu no começo do mês. Disse que foi “com muita dor”. Estava insustentável ouvir as declarações de Melo, reiterando a disposição de disputar a sucessão de Omar, enquanto sua esposa figurava como uma das principais assessoras do “adversário”.
Omar, pelo que tudo indica, ainda não sabe a “bola nas costas” que o aguarda, após o Festival Folclórico de Parintins. Os “braguistas” ocupam pastas importantes e uma saída em massa poderia enfraquecer a administração. Eduardo Braga, por sua vez, ficaria cada dia mais forte.
O jogo do poder está sendo jogado.
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