15/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Romário, o Salvador da Pátria

Publicado em 08 de novembro, 2011

Romário, o “Baixinho”, como diz Galvão Bueno, está entre os raros jogadores que lideraram seus países na conquista de uma Copa do Mundo, em lista na qual figuram nomes como os de Obdulio Varela, Garrincha, Pelé, Beckenbauer, Maradona, Paolo Rossi, Zidane e Ronaldo “Fenômeno”. Irreverente, sempre foi tido como um malandro, no sentido bem Carioca, do tipo que driblava os treinadores para escapar da concentração, faltava aos treinos, mas, na hora “H”, fazia gols salvadores.

Agora, mandato de deputado federal conquistado na última eleição, pelo Rio de Janeiro, Romário se torna a voz que representa o povo brasileiro, diante da Fifa, e o mais proeminente na elaboração de medidas de combate à corrupção nas obras para a Copa de 2014.

Romário sempre foi conhecido pelas tiradas. No auge da briga com Pelé, vaidades à flor da pele, ele estava saindo de um jogo, cansado, resfolegante, quando os repórteres correram para ouvi-lo, ao vivo na TV, sobre as críticas mais recentes do “Rei”. “O Pelé disse que seu futebol acabou e está na hora de você parar. O que você acha, Romário?”, indagou um repórter, à queima-roupa. “Peixe, você sabe, o Pelé calado é um poeta”, respondeu.

Agora, com a Fifa querendo impor a suspensão da Lei da Meia Entrada, que beneficia estudantes e idosos, o secretário-geral da entidade, Jerome Walker, saiu-se com esta: “Não vai ser um Romário que vai derrotar a Fifa”. E Romário respondeu, na lata: “Não se trata do Romário derrotar ou ser derrotado pela Fifa. A questão é que não vamos admitir que a Fifa venha aqui mudar uma lei que é uma conquista social do País”.

O pessoal do “Viajandão”, bar da praia da Tijuca, no Rio, onde Romário joga futevôlei, anda chateado porque o frequentador mais assíduo deixou de gazetear as sessões da Câmara Federal e anda viajando pelas capitais que sediarão a Copa, fiscalizando obra, caçando corrupto.

Ainda é cedo pra dizer, afinal, a vida pregressa do ilustre parlamentar não o recomenda como exemplo de moralidade, mas, se mantiver o ritmo, o Baixinho acaba virando herói nacional.

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