Levante a mão quem ainda não viu os meninos do esporte, jiu-jítsu especialmente, levantando dinheiro nos semáforos para disputar competição fora de Manaus. Ajudar é uma forma de permitir que a garotada coroe o sacrifício do treinamento diário e gaste a adrenalina de forma correta. Pois bem, diante do descalabro em que se encontram as faixas horizontais, as que separam as ruas em pistas de circulação, sugiro que façamos uma cotinha desse tipo para comprar tinta e pincel.
Parece ser o único jeito.
O correto, sei bem, seria utilizar o cotão anual que todos os proprietários de veículos fazem, ao pagar o Imposto Sobre Veículos Automotores (IPVA), e executar esse serviço público. Afinal, se a legislação de trânsito pune com multa quem muda de faixa, ziguezagueando entre os carros, isso torna a manutenção da pintura em perfeita nitidez um “equipamento obrigatório” da autoridade de trânsito.
A coisa é tão séria que esse é o item no qual a ação conjunto Governo do Estado-Prefeitura melhor funciona. Afinal, a faixa está ausente tanto na Torquato Tapajós – que não sei por qual cargas d’águas continua sendo uma “via estadual” -, quanto em quase todas as outras ruas. Quem vai pela Darcy Vargas e vira para a Recife, embaixo do viaduto Miguel Arraes, verá uma faixa pontilhada (permitindo ultrapassagem) que acaba inesperada e inexplicavelmente… a poucos metros da entrada do Detran-AM.
Pintar faixa horizontal independe de Copa. Porque com Copa ou sem Copa é preciso oferecer o mínimo ao cidadão para então exigir que ele faça sua parte, num trânsito caótico como é o nosso.
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