Foi-se a esperança de que, nomeado líder do Governo Dilma no Congresso (Câmara Federal e Senado), Eduardo Braga encontrasse um espaço mais amplo no Legislativo. Agora fica quase impossível que não saia candidato à Prefeitura de Manaus.
O ex-governador tinha esperanças de que algum aliado, tão ligado a ele que fosse capaz de se debulhar em homenagens e na defesa de sua administração, conquistasse popularidade suficiente para tornar-se prefeiturável com chances de vitória.
Tinha esperanças, “pero no mucho”. Sabia, desde o princípio, que o tempo era curtíssimo e o espaço político mínimo. Desafio mesmo é manter o governador Omar Aziz num cabresto nem tão curto, que o deixe manietado, nem tão frouxo, que lhe permita trocar a equipe inteira ou sair por aí denunciando erros que tenham sido cometidos pela administração que o antecedeu.
Algumas coisas estão saindo do figurino.
A exposição da ponte da China, dez vezes maior e com o quilômetro dez vezes mais barato; as dificuldades administrativas deixadas pelo orçamento manietado antes da renúncia; e, sobretudo, a repercussão negativa das ameaças à Zona Franca, que passaram pela vigilância da bancada no Senado – onde todos os Estados têm número igual de três representantes – podem ter feito um rombo de imagem, cujo tamanho ainda não é possível calcular.
A favor de Braga e sua volta à Prefeitura está a dificuldade do prefeito Amazonino Mendes de tornar a administração um modelo de eficiência e prontidão como a população espera de seu prefeito, além da baixa popularidade de Serafim na passagem do cargo e a inexperiência no Executivo de Praciano.
As cartas estão na mesa e 2012 às portas.
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