14/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Trump, Putin, China, Democracia, totalitarismo e economia

Publicado em 21 de janeiro, 2025

Trump, Putin, China

Trump, Putin, China são objeto da atenção mundial, num cenário que pode levar a nova corrida armamentista

Democracia vem do grego, formada por demos (δῆμος, povo) e kratos (κράτος, poder), antônimo, oposição, sentido contrário de aristokratia (ἀριστοκρατία) ou regime aristocrático. A realização desse ideal, no entanto, só se concretizaria, através do sufrágio universal, nos Séculos XIX e XX. É de Karl Raimund Popper (1902-1994) o conceito que opõe democracia a ditadura ou tirania. Esqueçam tudo, porém, quando os opostos são Donald Trump e Vladimir Putin, EUA e Rússia, com o pano de fundo explosivo da China.

Há um equilíbrio precário, nas relações internacionais, construído após a II Guerra Mundial e durante a Guerra Fria, que vem sendo rompido sistematicamente pela China. Trata-se, simplesmente, da grande locomotiva da economia internacional no momento.

Putin, com a Guerra da Ucrânia, faz um grande teatro para mostrar que o poder bélico russo, combalido após a Perestroika, se mantém de pé.

No dia 22 de novembro do ano passado, o Exército Vermelho lançou um míssil “Oreshnik” (em russo, “árvore de avelã”) sobre a Ucrânia, atingindo impressionantes 13 mil quilômetros por hora.

Parênteses para lembrar que o genial Wernher Magnus Maximilian von Braun, inventor das bombas V-2 a V-8 – aquelas que esburacaram Londres –, se tornou o precursor do avião a jato.

A busca pela velocidade Match 10, ou seja, dez vezes a velocidade do som (12.160 KM/hora), é um mito da aviação. Tanto que só acontece com o avião hipersônico fictício Darkstar, do filme Top Gun: Maverick. Na vida real, o mais próximo disso é o Nasa X-43-A, que chegou a 12.144 KM/hora, mas é um protótipo não tripulado. A velocidade de cruzeiro, em um avião de passageiros, é 900 KM/hora.

Trump chega ao poder tentando afastar o mofo do ufanismo norte-americano, que se justificava na hegemonia econômica emergida da II Guerra. Venceu, logo, tem maioria. Liguem os motores porque vem aí uma nova corrida armamentista. E desta vez tendo dois sujeitos, digamos, pouco estáveis, com o dedo no gatilho.

A democracia norte-americana, como uma espécie de “última esperança”, é compartimentada. Trump conta com o poder econômico de um Elon Musk – doido para incluir na corrida a bilionária Tesla e a rede de satélite Space X, base da StarLink. Os Republicanos, do presidente recém-empossado, têm 219 parlamentares no Congresso dos EUA, contra 214 dos Democratas. Os militares se equilibram entre o couro cascudo pelas vidas perdidas nas guerras e o poder que elas trazem.

Putin, na primeira declaração após a posse, avisa que está “aberto ao diálogo”. E se os dois estiverem a caminho de uma aliança contra a China? MSE (Ministério de Segurança do Estado da China), CIA e KGB terão muito trabalho nos próximos capítulos.

Quanto ao Brasil e à América Latina, Trump, como já verbalizou, passará como um trator sobre bolsonaristas, lulistas e centristas. Império sobrevive de fagocitar países.

O mundo está sob risco. Trump e Putin são dois pitbulls querendo morder e com coleiras frágeis. Que Deus tenha piedade de nós.

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