30/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Prefeitura fortalece ação de turismo comunitário na RDS do Tupé

Publicado em 05 de novembro, 2014

Um grupo de aproximadamente 100 comunitários da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé participará nesta quinta-feira, 6, da solenidade de entrega do certificado do Programa de Qualificação do Segmento Turístico, desenvolvido pela Prefeitura de Manaus e voltado para moradores das seis comunidades que formam a RDS. A entrega dos certificados acontecerá das 10h às 12h, no Centro Administrativo de Desenvolvimento Sustentável (CADS), na comunidade São João do Tupé.

O programa foi desenvolvido em parceria entre a Escola Municipal de Serviço Público (Espi), Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) e Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), entre os meses de maio e novembro. Foram realizados cursos para comunitários e permissionários que trabalham diretamente com o receptivo de visitantes e turistas que escolhem a RDS do Tupé como destino.

Por meio de aulas práticas e teóricas, os alunos aprenderam sobre manipulação de alimentos e bebidas, formatação de roteiro turístico, aprendendo a empreender, elaboração e apresentação de cardápios e, por último, monitoramento ambiental. O turismo de base comunitária tem na conservação da reserva sua base de sustentação.

Para a secretária Kátia Schweickardt, um dos reflexos mais importantes da implantação do programa na RDS foi o fortalecimento do turismo de base comunitária, que é uma atividade desenvolvida por uma parcela significativa de moradores da reserva e que tem um caráter sustentável. “A iniciativa fez parte do planejamento das ações de preparação da cidade de Manaus para a Copa do Mundo 2014 e agora fica como um legado, que permitirá o fomento à atividade turística sustentável para a região do Baixo Rio Negro”, afirmou.

Segundo a diretora-geral da Espi, Luiza Bessa Rebelo, a iniciativa impulsiona o desenvolvimento das potencialidades turísticas da RDS, qualificando a população ribeirinha e as tradicionais comunidades existentes no local. “Com os cursos, mostramos para os moradores que é possível melhorar o atendimento ao visitante e tornar o turismo uma fonte de renda. Agora, além da hospitalidade, que já é conhecida, teremos também profissionais prontos para atender à demanda, que deve aumentar”, explicou Luiza.

Já o diretor-presidente da Manauscult, Bernardo Monteiro de Paula, ressalta que a cidade só pode ser boa para os turistas quando é boa para os cidadãos que nela vivem. “A Manauscult vem trabalhando de forma intensa nas ações de políticas turísticas para deixar a capital cada vez mais preparada. E isso é um trabalho que também envolve diversos órgãos municipais. Os cursos de capacitação fazem parte da estratégia ao segmento e são importantes, uma vez que dão oportunidade aos permissionários de oferecer serviços de qualidade aos visitantes”.

Sinomar Fonseca, que é diretor de Áreas Protegidas da Semmas, ressaltou o aspecto inovador da capacitação dos comunitários. Segundo ele, este foi um trabalho mais que necessário e de extrema compensação para os moradores da RDS já que possibilitou a capacitação para grupos diferenciados de trabalhadores do segmento turístico e, ao mesmo tempo, aprimorou a recepção nas comunidades da reserva.

Ao todo, a RDS do Tupé possui seis comunidades (São João do Tupé, Julião, Livramento, Colônia Central, Agrovila e Tatu) e, em todas, há um fluxo de visitantes a depender da vazante.  A chefe da Divisão de Áreas Protegidas da Semmas, Socorro Monteiro, comenta que os cursos contaram com participantes de todas as comunidades do Tupé e entorno.

“É importante destacar o cuidado que os três órgãos tiveram com a condução do trabalho. Pela primeira vez, uma ação é desenvolvida em parceria, com três órgãos distintos, cada um trabalhando na sua área, com a preocupação de adaptar o conteúdo abordado a partir da realidade dos ribeirinhos, além de realizar visitas prévias com todos os instrutores dos cursos para que conhecessem os locais”, destacou Socorro. “Nosso papel é capacitar a comunidade para que com a realidade que a cerca seja possível fazer bonito para os turistas”, concluiu a coordenadora pedagógica da Espi, Isabel Olmos.

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