A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Campos Salles, da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), realiza, na segunda quinzena de setembro, já a partir de segunda-feira (15), um ciclo de palestras voltado para a comunidade e usuários. De acordo com diretora da UPA, Márcia Nascimento, as palestras abordarão tanto assuntos relacionados ao funcionamento dos serviços, quanto à prevenção de doenças e primeiros-socorros. As reuniões acontecerão pela manhã, às 8h30, e à tarde, às 16h, na recepção da UPA Campos Salles, e serão abertas ao público.
Márcia explica que os temas são escolhidos levando em consideração as necessidades e dúvidas dos usuários, identificadas na rotina de atendimento. “Embora o perfil da unidade seja de atendimento de urgências de média complexidade, inserimos na nossa programação assuntos, como por exemplo, a prevenção a parasitoses, pois temos um número muito alto de atendimento de crianças, no serviço de pediatria”, detalhou. O assunto abrirá a programação do ciclo de palestras, na segunda-feira (15).
Outro tópico que será abordado no ciclo de palestras, nos dias 18 e 23, é o funcionamento da unidade e a utilização do protocolo de Manchester, que orienta o modelo de acolhimento com classificação de risco. Após uma triagem baseada nos sintomas, o protocolo de Manchester classifica os doentes por cores, que representam o grau de gravidade e o tempo de espera recomendado para atendimento. Aos doentes com patologias mais graves é atribuída a cor vermelha. Os casos muito urgentes recebem a cor laranja e os considerados urgentes, a cor amarela. Já os pacientes que recebem a cor verde e azul, são casos de menor gravidade (pouco ou não urgentes).
No dia 25, a UPA encerra o ciclo de palestras de setembro abordando os sintomas e primeiros-socorros nos casos de parada cardiorrespiratória. “O principal objetivo é explicar como proceder no socorro às vítimas, sem que interfira ou prejudique o atendimento médico”, disse Márcia.
Ela ressalta que os primeiros-socorros podem fazer a diferença nestes casos e a palestra contará com demonstração prática do que pode e deve ser feito nesta hora. “Muitos acompanhantes entram em pânico quando veem alguém com uma parada cardiorrespiratória e, ao tentar ajudar, acabam atrapalhando ou transportando o paciente de qualquer forma, sem esperar pelo socorro adequado, o que pode complicar o procedimento médico necessário”, salienta Márcia.
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