Técnicas utilizadas pelo Japão no atendimento a mulheres grávidas e recém-nascidos devem ser incorporadas à rotina de assistência dos hospitais e maternidades de 15 municípios amazonenses. Com a iniciativa, a Secretaria de Estado da Saúde (Susam) espera aumentar a qualidade do parto e do nascimento e avançar nas estratégias de redução das mortalidades materna e neonatal.
Um grupo de 200 enfermeiras obstétricas que atuam na capital e no interior irá aprender novas técnicas de abordagem e assistência, baseadas no modelo japonês aplicado nos hospitais e casas de parto tradicionais. Elas irão participar do Curso de Capacitação em Enfermagem Obstétrica para Assistência Humanizada ao Parto, ministrado pelas quatro profissionais do Amazonas que estiveram em treinamento no Japão, por meio de convênio internacional com a Agência de Cooperação Internacional daquele país (Jica).
O Curso está dividido em cinco oficinas e a primeira delas será realizada a partir desta segunda (8), com o tema A Enfermagem e a Humanização da Assistência Obstétrica e Neonatal. A oficina acontece no Instituto da Mulher, em horário integral. As outras quatro oficinas acontecerão uma vez por mês até dezembro deste ano. A carga horária total do treinamento será de 200 horas.
As aulas serão ministradas pelas enfermeiras Rosely Cerqueira e Gracimar Fecury, e pela assistente social e coordenadora estadual de Atenção à Saúde da Mulher, Sandra Cavalcante. As três foram treinadas, em 2007, em hospitais e casas de parto do Japão. Além delas, o curso terá a participação de instrutores do hospital mineiro Sofia Feldman, referência nacional no parto humanizado.
Sandra Cavalcante diz que o curso deve garantir o aperfeiçoamento dos serviços de enfermagem na área obstétrica e neonatal oferecidos pelo Estado. “A disseminação dos conhecimentos adquiridos com o intercâmbio é um dos compromissos do Governo do Estado com a agência de cooperação japonesa”.
De acordo com Sandra, as enfermeiras selecionadas para a capacitação deverão, no final do curso, estar preparadas para diagnosticar achados clínicos e sinais de riso em obstetrícia e neonatologia, qualificando os registros de enfermagem. Deverão também implantar, coordenar e monitorar as estratégias de humanização ao parto e padronizar; estabelecer protocolos para atender urgências e, ainda, validar um protocolo assistencial de enfermagem obstétrica e neonatal destinado a todas as maternidades do estado.
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