
Foto: Eliton Santos/Semed
A Secretaria Municipal de Educação (Semed) realizou, na tarde desta quarta-feira, 19/8, a etapa do Centro Municipal de Educação de Adultos e da Pessoa Idosa (Cemeapi) da Feira Municipal de Ciências, Tecnologia e Educação Ambiental (FMCTEA). O evento aconteceu na Divisão de Desenvolvimento Profissional do Magistério (DDPM), na rua Maceió, zona Centro-Sul, e reuniu cerca de 100 estudantes do Cemeapi, além de professores orientadores.
Ao todo, 11 instituições participaram da etapa, com projetos desenvolvidos pelos próprios estudantes e voltados a temas como sustentabilidade, empreendedorismo, culinária, tratamentos para o câncer e artesanato indígena. As pesquisas valorizaram tanto conhecimentos científicos quanto saberes tradicionais, destacando o protagonismo dos alunos na produção de conhecimento.
Com o tema “Memória à inovação: o protagonismo feminino na conexão entre ciência e tradição”, a FMCTEA 2026 valoriza a participação das mulheres na ciência e a integração entre conhecimento científico e saberes tradicionais. A programação envolve diferentes modalidades de ensino da rede municipal e reúne 70 unidades de ensino, além de instituições parceiras que desenvolvem ações com o Cemeapi.
Durante a programação, uma banca de avaliadores analisou os trabalhos e selecionou sete projetos que representarão o Cemeapi na etapa municipal da feira de ciências, prevista para novembro. Segundo a coordenadora-geral do Cemeapi, Joseane Silva Sabelli, a seleção reconhece o envolvimento dos estudantes com a pesquisa.
“Mais do que selecionar os projetos, esse momento mostra a capacidade dos nossos estudantes de pesquisar, desenvolver ideias e compartilhar conhecimentos a partir das próprias experiências. A participação na etapa municipal será uma oportunidade para que esses trabalhos ganhem ainda mais visibilidade e mostrem a importância da ciência em todas as fases da vida”, explicou a coordenadora.

Foto: Eliton Santos/Semed
Entre os trabalhos apresentados esteve o projeto “O artesanato indígena Inemanatã e o protagonismo feminino em evidência”, desenvolvido por estudantes da comunidade Indígena Inemanatã, da etnia Apurinã, localizada no bairro Viver Melhor, zona Norte de Manaus. A pesquisa abordou o artesanato produzido, principalmente, por mulheres indígenas da comunidade e sua importância para a preservação cultural.
Estudante da 1ª etapa da Educação de Jovens e Adultos (EJA), correspondente à alfabetização, Isaías Silva, de 63 anos, participou da apresentação. Para ele, a feira é uma oportunidade de compartilhar a cultura de seu povo e representar a comunidade na pesquisa científica.
“É um grande dia para mim, porque estou tendo a oportunidade de apresentar a minha cultura para outras pessoas. Tenho certeza de que vamos passar de fase e estar na Feira de Ciências”, afirmou.
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