
Desmonte da Suframa obriga Bosco Saraiva (esquerda), o novo superintendente, a lidar com uma herança de problemas, como os bairros Coliseu 1, 2 e 3, motivo de reunião com o prefeito David Almeida (centro) e o secretário municipal de Infraestrutura (Seinfra), Renato Jr (direita)
A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) oferece ao superintendente, para nomeações, apenas um cargo. É o de chefe de gabinete. Todos os demais precisam ser ocupados por funcionários da casa. Os salários estão defasados, a ponto de um funcionário, pós doutor, em fim de carreira, ganhar apenas R$ 14 mil. O próprio dirigente máximo do órgão tem salário de R$ 16 mil, menor que um secretário municipal de Manaus. O desmonte foi feito ao longo dos anos. O golpe de misericórdia, porém, aconteceu no dia 30/09/2022. É a data da publicação do novo Estatuto da Suframa.
O ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, não escondia de ninguém a oposição à Zona Franca de Manaus (ZFM). Isso com e apesar das juras de amor do presidente Bolsonaro ao modelo, em diversas visitas a Manaus. O general Algacir Polsin, último superintendente nomeado pelo ex-presidente, cumpriu à risca as recomendações. A Suframa está desmontada.
O novo superintendente, Bosco Saraiva, está buscando juntar os cacos da Suframa. Trabalha para torná-la mais regional, buscando apoio, além do governador Wilson Lima, dos demais governadores de Estados abrangidos pelo órgão.
A verba para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), que corresponde a 5% do faturamento bruto das empresas incentivadas pela Lei de Informática, descontados os impostos, pode ser uma saída. É daí que sairá, por exemplo, o dinheiro para o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA). A diferença entre o desconto nas outras regiões, que é de 4%, para a ZFM, será o dinheiro do CBA, ou seja, 1%.
A verba do PD&I, em 2022, foi algo em torno de R$ 1,8 bilhão. A previsão para 2023 é de R$ 2,3 bilhões. O orçamento anual total da Suframa é de R$ 46 milhões. A disparidade é gritante.
A “sacada” foi do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, na hora de dar personalidade jurídica ao CBA. No lugar do “Biotecnologia”, que era o nome da instituição, ele pediu para colocar “Bionegócios”. A mudança, sutil, aponta para projetos que mirem o mercado e tragam empregos, combatendo as pesquisas estéreis que acabam em nada.
O governo Lula acabou com a paridade dos preços de derivados de petróleo no Brasil com o mercado internacional. A partir de agora, os acionistas da Petrobras não terão mais aquele mar de dividendos. Ganha o consumidor.
O litro da gasolina, em Manaus, havia voltado aos patamares pré-eleitorais, do período Bolsonaro. Estavam em R$ 6,89. Resta saber quanto tempo levará para que as medidas governamentais cheguem às bombas manauaras. Que são ágeis em aumentar e lentíssimas em reduzir os preços.
O pastor Arison Aguiar, 42, de Itacoatiara, tem exposto usuários de drogas que procuram ajuda em seu “lar”, fazendo lives nas redes sociais. A denúncia é da Folha de S. Paulo, de 12/05, em matéria intitulada “Pastor transforma casa para usuários de droga em reality show no interior do Amazonas”. O caso está sob investigação do Ministério Público Estadual do Amazonas (MPAM).
É incrível o caso narrado pela amazonense Edienny Martin. Foi para os EUA morar com o marido, mas se separou quando nasceu a filha. Quando a menina tinha 10 meses, numa discussão, ela disse que pediria o divórcio. O pai surtou, os dois discutiram e ele acabou batendo na criança. Ela se defendeu dando uma mordida no braço dele. Foi o suficiente para o marido ir à polícia, alegando “violência doméstica”. Norte-americano denunciando estrangeiro nos EUA resulta em quê? Cadeia para a mãe. Sem importar o fato de que ela estava amamentando. Agora há uma vaquinha virtual para ajudá-la a contratar advogado e tentar, pelo menos, voltar a amamentar a filha. Incrível, mas real. Saiba mais clicando aqui.