04/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Dia do Jornalista e os ataques às escolas

Publicado em 07 de abril, 2023

Dia do Jornalista

Dia do Jornalista, o portal homenageia a todos, mas, principalmente, àqueles que começaram nas queridas máquinas de escrever (foto)

O portal agradece, sensibilizado, às inúmeras manifestações pelo Dia do Jornalista, neste 7 de abril. Parece um clichê, mas não é. São inúmeras mesmo e a lembrança toca os que militam na profissão. Ainda mais em momento no qual o jornalismo passa por mudanças viscerais e costuma ser confundido com tudo, da chantagem à simploriedade. Continua, contudo, sendo fundamental na abordagem de temas nevrálgicos, como é o caso dos ataques a escolas e do estúpido assassinato de crianças.

Este portal, para deixar bem claro, busca o alinhamento com as melhores práticas do jornalismo. A Rede Globo e O Estado de São Paulo decidiram, por exemplo, que não publicarão fotos ou nomes de autores dos ataques a escolas, como o que ocorreu em Santa Catarina. O Portal do Marcos Santos eliminou as fotos de material que havia sido publicado e decidiu que não as publicará mais.

A verdade é que há momentos nos quais o jornalismo, cujo desafio é acompanhar os fatos, num bate-pronto instantâneo, diário, contínuo, se vê diante do que é complexo.

Os jornais ingleses, na década de 1960, fizeram um estudo que mostrava haver forte influência da publicação de suicídios no incentivo a novos episódios. Houve uma epidemia, aliás, depois do livro “Os Sofrimentos do Jovem Werther” (1774), de Johann Wolfgang Goethe.

Fui diretor de dois dos mais importantes jornais de Manaus, A Crítica e Amazonas em Tempo, e mantive a ferro e a fogo a máxima de não publicar suicídio. Até que, na rádio e TV Diário, entrevistei o psiquiatra Luiz Henrique. E ele me apontou decisão da Sociedade Brasileira de Psiquiatria, com instruções sobre caminhos que a imprensa deveria tomar, nos casos de suicídio.

Para simplicar, suicídio não pode ser publicado com estardalhaço, nem com imagens chocantes. Deve, o que é fundamental, trazer análise de um especialista, mostrando o que fazer para evitar que alguém chegue a esse extremo. Falou o especialista. Este portal tem seguido a nova prática.

No caso dos absurdos ataques a escolas, com morte de professores e crianças, a sociedade ainda engatinha. Os Estados Unidos sofrem com esse mal. A imprensa brasileira tem que caminhar pelo emaranhado de “palpiteiros”, manchados pela disputa esquerda-direita, Bolsonaro-armamentista, Lula-desamarmentista, e tomar decisões.

A decisão da Rede Globo, Estado de São Paulo e UOL parece sensata. Claro que os imbecis, capazes de matar inocentes, sempre encontrarão abrigo nos “lacradores”, aquele que passam à frente imagens e textos sensacionalistas, sem qualquer preocupação ética. Mas é como o passarinho no incêndio da floresta, levando gota por gota de água, tentando apagar as chamas, até explicar que está apenas fazendo sua parte.

Os ataques são dignos da indignação coletiva. Eles revelam doentes que convivem entre nós. O dia-dia também revela essa doença que busca acessos atacando reputações e dinheiro fazendo chantagem. É aí que entra o jornalismo verdadeiro. Pronto para impor a ética.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) está em campanha na defesa do diploma como critério para o registro de jornalista. Por quê? Porque o diploma parte do pressuposto da frequência a uma universidade, debates nos bancos escolares, conhecimento teórico dos fundamentos, leitura e estudo dos clássicos, formação.

O leitor vai encontrar um monte de exemplos que se enquadram na carapuça: simplórios e incultos, que se escudam no jornalismo para criar uma vida de opulência baseada na chantagem.

Parabéns, jornalista. É um dia para quem, apesar dos pesares, mantém os cânones. Dia de resistência e militância. Nada de oba-oba. É Dia do Jornalista.

O portal agradece, sensibilizado, às inúmeras manifestações pelo Dia do Jornalista. Parece um clichê, mas não é. São inúmeras mesmo e a lembrança toca os que militam na profissão. Ainda mais em momento no qual o jornalismo passa por mudanças viscerais e costuma ser confundido com tudo, da chantagem à simploriedade. Continua, contudo, sendo fundamental na abordagem de temas nevrálgicos, como é o caso dos ataques a escolas e do estúpido assassinato de crianças.

Este portal, para deixar bem claro, busca o alinhamento com as melhores práticas do jornalismo. A Rede Globo e O Estado de São Paulo decidiram, por exemplo, que não publicarão fotos ou nomes de autores dos ataques a escolas, como o que ocorreu em Santa Catarina. O Portal do Marcos Santos eliminou as fotos de material que havia sido publicado e decidiu que não as publicará mais.

A verdade é que há momentos nos quais o jornalismo, cujo desafio é acompanhar os fatos, num bate-pronto instantâneo, diário, contínuo, se vê diante do que é complexo.

Os jornais ingleses, na década de 1960, fizeram um estudo que mostrava haver forte influência da publicação de suicídios no incentivo a novos episódios. Houve uma epidemia, aliás, depois do livro “Os Sofrimentos do Jovem Werther” (1774), de Johann Wolfgang Goethe.

Fui diretor de dois dos mais importantes jornais de Manaus, A Crítica e Amazonas em Tempo, e mantive a ferro e a fogo a máxima de não publicar suicídio. Até que, na rádio e TV Diário, entrevistei o psiquiatra Luiz Henrique. E ele me apontou decisão da Sociedade Brasileira de Psiquiatria, com instruções sobre caminhos que a imprensa deveria tomar, nos casos de suicídio.

Para simplificar, suicídio não pode ser publicado com estardalhaço, nem com imagens chocantes. Deve, o que é fundamental, trazer análise de um especialista, mostrando o que fazer para evitar que alguém chegue a esse extremo. Falou o especialista. Este portal tem seguido a nova prática.

No caso dos absurdos ataques a escolas, com morte de professores e crianças, a sociedade ainda engatinha. Os Estados Unidos sofrem com esse mal. A imprensa brasileira tem que caminhar pelo emaranhado de “palpiteiros”, manchados pela disputa esquerda-direita, Bolsonaro-armamentista, Lula-desarmamentista, e tomar decisões.

A decisão da Rede Globo, Estado de São Paulo e UOL parece sensata. Claro que os imbecis, capazes de matar inocentes, sempre encontrarão abrigo nos “lacradores”, aquele que passam à frente imagens e textos sensacionalistas, sem qualquer preocupação ética. Mas é como o passarinho no incêndio da floresta, levando gota por gota de água, tentando apagar as chamas, até explicar que está apenas fazendo sua parte.

Os ataques são dignos da indignação coletiva. Eles revelam doentes que convivem entre nós. O dia-dia também revela essa doença que busca acessos atacando reputações e dinheiro fazendo chantagem. É aí que entra o jornalismo verdadeiro. Pronto para impor a ética.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) está em campanha na defesa do diploma como critério para o registro de jornalista. Por quê? Porque o diploma parte do pressuposto da frequência a uma universidade, debates nos bancos escolares, conhecimento teórico dos fundamentos, leitura e estudo dos clássicos, formação.

O leitor vai encontrar um monte de exemplos que se enquadram na carapuça: simplórios e incultos, que se escudam no jornalismo para criar uma vida de opulência baseada na chantagem.

Parabéns, jornalista. É um dia para quem, apesar dos pesares, mantém os cânones. Dia de resistência e militância. Dia do Jornalista.

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