
Carrefour rifa espumantes das marcas acusadas por escândalo no Rio Grande do Sul
Os supermercados Carrefour de Manaus suspenderam as vendas de espumantes das marcas Salton, Garibaldi e Aurora. As três são acusadas de se beneficiarem de trabalho análogo à escravidão na colheita da uva. A retirada ocorreu desde a sexta (17/03), em todas as lojas da cidade. O escândalo aconteceu quando a Polícia Federal e órgãos de controle do trabalho resgataram 207 trabalhadores, em Bento Gonçalves (RS). Eles afirmam que, entre outros maus-tratos, trabalhavam de 4h às 20h.
‘Aí pra fora’
Curioso é a explicação dos funcionários para os clientes, quando pedem os espumantes retirados: “Foi uma bronca que deu aí pra fora”.
As vinícolas dizem desconhecer a situação. Acusam a empresa terceirizada Fênix Serviços Administrativos e Apoio à Gestão de Saúde Ltda. Pedro Augusto Oliveira de Santana, o dono, já foi acusado por crimes semelhantes, em 2012 e 2015, em Santa Catarina, segundo o site Metrópoles. Pedro foi preso e solto por habeas corpus.
Salton, Aurora e Garibaldi dispararam no mercado do vinho no Brasil. Oferecem qualidade e preço. Um espumante dessas marcas custava a partir de R$ 35, no Carrefour, que comprava em grande escala. Gôndolas e mais gôndolas eram esvaziadas a cada fim de semana, em Manaus e outras cidades do País. Um champanhe, marca exclusiva da região do mesmo nome, na França, dificilmente é comprado por menos de R$ 400, em qualquer lugar do Brasil.
As três vinícolas estão sendo boicotadas em várias instâncias. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) suspendeu a participação delas em suas atividades. Prefeitura e Câmara de Bento Gonçalves, além do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, repudiaram o crime.
Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi celebrado com o Ministério Público do Trabalho (MPT). As vinícolas pagaram R$ 7 milhões de indenização. Foram R$ 2 milhões para os trabalhadores e R$ 5 milhões para programas de entidades que combatem essas práticas. Pedro, da Fênix, se recusou a assinar o TAC e teve R$ 3 milhões bloqueados.
“A voz da Amazônia”, David Assayag, está às turras com o Garantido. O bumbá ofereceu uma única toada para que ele gravasse, no playlist de 2024. David não aceitou. O cantor foi um dos que aceitaram o “sai que depois a gente se acerta” do presidente Antônio Andrade, na crise do ano passado. Saiu, com Edilson Santana, na esteira do estrago deixado por Sebastião Jr., que denunciou publicamente o descaso do presidente. Agora, o único que voltou foi Sabá, na esteira dos pedidos da torcida. David, se nada acontecer até lá, estará fora do Festival de Parintins, pela primeira vez, desde que fazia backing vocal para Paulinho Faria.
Enquanto isso, o deputado Cristiano D’Angelo pede cessão de tempo, na Assembleia Legislativa, para David Assayag. Ele vai apresentar um projeto de documentário, inédito, sobre a toada e os artistas de destaque no Festival de Parintins.
Ontem circulavam boatos de que David estaria doente. Só boato. Fake news. David cumpre uma agenda de shows, lotada, em Manaus.
Foi um projeto da juíza amazonense Andrea Medeiros que trouxe a ministra Rosa Weber a Manaus. Foi dela a ideia de traduzir cartazes com informações sobre audiências de custódia para língua indígena. Weber, presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ministra do STF, lançou no Vale do Javari novos cartazes nas línguas tikuna, marubo, matis e kanamari. Andrea, que foi juíza na região, marcou presença, com criatividade e espírito público.
As mortes do jornalista Dom Philips e do indigenista Bruno Pereira, brutalmente assassinados no Javari, jogaram luzes sobre o Vale. E o projeto de Andrea Medeiros, que entra na vertente dos direitos humanos, ganhou apoio do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime.
A irrisória diferença de votos na eleição presidencial, entre Lula e Bolsonaro, mostra que o Amazonas não é assim tão desimportante no cenário eleitoral brasileiro. Os 0,9%, pouco mais de 2 milhões de votos, estão abaixo dos 2,6 milhões de eleitores amazonenses aptos a votar. É um dado para ser esgrimido pelos políticos amazonenses, em tempos de Reforma Tributária, nas romarias em Brasília.
Lula já trabalha para conquistar o centro, onde estão aqueles que não votaram nele ou Bolsonaro. O staff presidencial considera, segundo fontes de Brasília, que a maioria dos bolsominions é irrecuperável.
Juíza em Benjamin Constant (AM), Andrea Medeiros julgou peruanos que fraudavam a cidadania, para ganhar aposentadoria pelo INSS. O caso foi parar no Jornal Nacional. Nos bastidores, Andrea conta a oitiva de um dos supostos fraudadores, com o sotaque bem carregado:
– O senhor é peruano?
– No, no, no.
– E não fraudou uma Certidão de Nascimento para se fazer passar por brasileiro?
– Tan poco!!! (tão pouco ou de jeito nenhum, em espanhol).