
Suplente pede cassação de deputado estadual Saullo (esquerda). Amadeu Soares (direita) foi secretário estadual de Segurança
O coronel Amadeu Soares, ex-secretário estadual de Segurança e primeiro suplente do PPS na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), quer a vaga do deputado estadual Saullo Viana. Ele protocolou, na tarde de hoje (24/02), um pedido de cassação do mandato do parlamentar por quebra de decoro. “O mais importante poder do Estado… está sendo objeto de chicana por não tomar nenhuma providência no sentido de afastar e ou cassar o infrator”, diz.
A Representação por Quebra de Decoro Parlamentar foi carimbada no protocolo da Aleam às 13h. “As condutas praticadas pelo parlamentar são abjetas e repugnantes, uma vez que jogam na lama a credibilidade da Assembleia”, diz a acusação.
Amadeu pede abertura de processo administrativo disciplinar a fim de condenar Saullo por quebra de decoro parlamentar. Requer “intimação do mesmo para que apresente razões de defesa, no prazo legal, sob pena de confissão e revelia”. Acrescenta ainda pedido para que os ministérios públicos Federal e Estadual manifestem interesse em ser parte do processo.
Saullo Vianna, ouvido pelo portal, disse que aguarda o conhecimento do pedido para se manifestar.
O parlamentar ficou cinco dias preso, entre 07 e 12/12/2018, antes da diplomação. A prisão temporária foi pedida pela Polícia Federal, que o acusou de corrupção e associação criminosa. Ele teria participado de um esquema suspeito com funcionário do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).
O TRE-AM reprovou as contas de campanha do deputado estadual, mas, mesmo assim, ele foi diplomado e empossado no cargo.
Ano passado, no dia 23/11, Saullo foi novamente alvo de operação da Polícia Federal. Desta vez foi a operação “Ponto de parada”, que prendeu quatro pessoas ligadas a ele. Saullo respondeu que o trabalho dele na Assembleia é, justamente, “fiscalizar aplicação de recursos públicos“.
No dia 15 deste mês, a Operação Cachoeira Limpa, do Ministério Público Estadual do Amazonas (MPAM), cumpriu busca e apreensão na casa de Saullo. A acusação foi de ter participado de uma ação que causou prejuízo de R$ 23 milhões à Prefeitura de Presidente Figueiredo. Os crimes teriam ocorrido na gestão do ex-prefeito Romeiro Mendonça. Houve pedido de prisão do parlamentar, mas a Justiça não acatou. O resultado da investigação ainda não foi divulgado.
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