
Dia do Amazonas, Semana da Pátria e uma reflexão sobre postura, passado, presente e futuro
John Fitzgerald Kennedy assumiu com duro e histórico alerta aos norte-americanos: “Não perguntem o que o país pode fazer por vocês, mas o que vocês podem fazer pelo país”. Winston Churchill assumiu o governo inglês prometendo “sangue, suor e lágrimas”. Estadistas. Máximas necessárias em tempos de crise ou nas bonanças. Alertas válidos tanto para a II Guerra Mundial, quanto na Guerra Fria ou nestes Amazonas e Brasil atuais.
A administração pública, no Estado e na Nação, se vê às voltas com a crescente necessidade de recursos. Chegou ao gargalo da crescente mão-de-obra de longo prazo. Precisa arrecadar, mais e mais, de um contribuinte empobrecido, revoltado e empoderado pelas mídias sociais.
As necessidades avultam. O País vive do agronegócio, exportando commodities, mas se plantar um pé de soja estoura capacidades de rodovias e portos. A infraestrutura precária solapa popularidades e verga vontades políticas.
Tudo isso ainda tem mais um complicador: a corrupção.
É comum o sujeito passar no carrão, com motorista, metido no terno e gravata, arrancando do povo comentários reveladores. “Viu como fulano está bem?”. “Também!”, responde o outro, “ele foi tantas vezes isso e aquilo…!” O isso e aquilo, no caso, são cargos públicos com salários que não chegam aos R$ 40 mil. Insuficientes para comprar mansões e mansões, carrões e carrões, lanchas e lanchas… E o senso comum ainda considera tais demonstrações de riqueza “normais”.
O desafio, tanto neste Amazonas aniversariante, quanto no Brasil varonil, é inovar. Enfrentar sangue, suor e lágrimas, só com gestão blindada contra corrupção. Exigir do contribuinte que faça mais pelo bem comum, apenas com moral, ética e eficiência impecáveis.
Impossível atingir o patamar superior sem âncora bem firmada nos princípios defendidos por Kennedy e Churchill. Estadistas. O primeiro governou menos de dois anos e foi assassinado, mas entrou para a história. O segundo foi uma rocha, último bastião entre a humanidade como conhecemos e o nazismo de Adolf Hitler.
É o olho do dono que engorda o boi. Ou seja, só cuidando e fiscalizando o patrimônio público será possível juntar as condições para criar desenvolvimento. Pensando não no que Estado e País podem fazer pelo indivíduo, mas o que cada um pode fazer por eles.
Comparações desse nível são exageradas? Só para quem perdeu a esperança. Não nos dirigentes atuais, que são passageiros, mas na humanidade. E ninguém perceberá com clareza a própria imagem, se olhar num espelho turvo.
O Amazonas recebeu a Zona Franca para ter indústrias e acabou preservando a Floresta Amazônica, como maravilhoso efeito colateral. O Brasil, gigantesco sob todos os aspectos, descobre aos poucos o que significa isso. Basta um pouco de sinergia, o mínimo de boa vontade e gotas de ação para disparar um novo tempo.
Viva o Amazonas. Salve o Brasil.
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