
Foto: José Zamith
O deputado estadual delegado Péricles (PSL) disse nesta segunda-feira (24), em discurso na Tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), que a audiência de custódia traz grave problema à segurança do Estado e anula a atuação das polícias.
O parlamentar manifestou repúdio à decisão que pôs em liberdade três homens envolvidos no assassinato do sargento Luiz Carlos da Silva Castro, 56, após audiência de custódia. “Hoje em dia estamos enxugando gelo. A audiência de custódia trouxe sério problema para a segurança pública. Todo o esforço e trabalho da ação policial são jogados fora porque uma decisão decide pôr em liberdade os bandidos”, disse.
Tapa
Para Péricles, a soltura de três suspeitos pelo assassinato foi um “tapa” na sociedade. “Eles não roubaram um bombom, um celular. Eles executaram um trabalhador. Sem a devida sensibilidade, uma decisão judicial mandou soltar. E ninguém ali se atentou ao menos para o fato de que um deles tinha um mandado de prisão em aberto. É revoltante ver os três elementos comemorando a saída em frente ao Fórum”, continuou. Nesta segunda, mais um suspeito do crime se entregou à Polícia Civil (PC).
O deputado disse, ainda, que este é apenas um dos casos para colocar em discussão a audiência de custódia. “O trabalho policial não pode ser jogado fora e a população não pode conviver com injustiças como essa”, destacou Péricles.
Bolsonaro reage
Na última semana, o presidente Jair Bolsonaro também reagiu a decisão de pôr em liberdade os três presos. No Twitter, o presidente escreveu: “os marginais que executaram o Sgt Luís Carlos da Silva Castro, da PM do Amazonas, com 10 tiros, sendo 8 nas costas, saem pela porta da frente da delegacia, após serem ouvidos em Audiência de Custódia”.
Bolsonaro também citou que, em 2016, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), seu filho, apresentou projeto de lei para sustar a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que criou as audiências.