04/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Estado tem R$ 800 milhões para retomar obras paradas. Conheça ‘cascas de banana’ deixadas por Amazonino

Publicado em 15 de março, 2019

Estado tem R$ 800 milhões para retomar obras paradas

Estado tem R$ 800 milhões para retomar obras paradas, que herdou de Amazonino. Na foto, a visita a um viveiro de peixes em Maués, onde os sinais de abertura dos cofres foram dados

O governador Wilson Lima abriu os cofres do Estado em Maués, terça (12/03), com a inauguração de um centro de produção rural. Ele disse que “já tem dinheiro” para reformar o ginásio de esportes local, vergonhoso caso de abandono. Na verdade são mais de R$ 800 milhões que o “novato” vai destinar a obras, ainda no primeiro semestre. É o primeiro resultado da revisão de contratos e renegociações no Governo do Estado. Cascas de banana deixadas pelo governo Amazonino foram desarmadas, tornando possível tocar obras paradas. O Programa de Saneamento Ambiental do Interior (Prosai), em Maués, é um exemplo. O Prosamim de Manaus, que recomeça em São Raimundo, é outro. Wilson deve, nos próximos dias, anunciar os planos para a retomada da duplicação da AM-070. E o complexo viário do antigo café Joelza, na Torquato Tapajós, também está na mira da retomada. O governador, parece, saiu do gabinete.

 

Contratos antigos

Um dos maiores problemas que a gestão Wilson Lima enfrenta são os contratos de obras antigas. Os reajustes propostos pelos empreiteiros são, na maioria, muito maiores que os contratos originais. O governador tem acompanhado de perto as negociações.

 

Contratos antigos (2)

A prática nas renegociações de contratos é jogar os valores para o alto e negociar o “custo político”. Não entendeu? O serviço público tem vícios que são alimentados por propinas pagas a administradores de todos os matizes. Basta olhar o inquérito da Operação Maus Caminhos para perceber como isso acontece. Wilson Lima precisa apresentar os resultados dessas operações de forma transparente e direta. Os novos tempos exigem reduções reais de preços. Assessores dizem que o veem incomodado com obras paradas e querendo vê-las andando o mais rápido possível.

 

Cascas de banana

Amazonino pagou toda a verba federal das obras com financiamento da União em andamento. Deixou a contrapartida estadual para Wilson Lima. Ou seja, o “esperto” veterano fez andar tudo o que não dependia dos cofres estaduais. Agora, o dinheiro tem que ser da arrecadação própria e fica mais difícil juntá-lo.

 

Prefeitura articula plano

O prefeito Arthur Virgílio reuniu o secretariado para elaborar o Plano de Verão da Prefeitura de Manaus. Os secretários ficaram de apresentar um painel completo do trabalho pendente. O prefeito, que praticamente não teve ajuda estadual, nem federal, nesses seis anos e meio de gestão, quer romper o isolamento. Vai ao governador Wilson Lima e ao presidente Jair Bolsonaro apresentar demandas e pedir ajuda. Via das dúvidas, por outro lado, tem reforçado a contenção de gastos para garantir recursos próprios na empreitada.

 

Susam

O secretário Carlos Almeida está intrigado com uma liminar. A decisão obrigou a Secretaria Estadual de Saúde (Susam) a retomar contrato que acabara de romper. Um empresário, segundo fonte do portal, achava que se parasse o serviço pararia o sistema de saúde. O secretário-vice-governador, que, além de Defensor Público, é formado em Processamento de Dados, contratou emergencialmente uma empresa que cobrou a metade do preço. E o funcionamento do sistema foi mantido. A empresa, porém, vendo a estratégia de pressão desmoronar, tratou de obter liminar para continuar no contrato. Carlos Almeida trabalha agora para derrubá-la ou, se for o caso, denunciá-la.

 

Suframa define fábricas para Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro, que vem a Manaus dia 9 de abril, vai visitar duas fábricas. Uma fonte do portal revela que serão Moto Honda da Amazônia e Samsung. Bolsonaro quer almoçar com os operários da Honda.

 

Israel e Manaus

Um grupo de empresários veio a Manaus prospectar investimentos. Desistiu, depois de ver o estado das ruas e o aspecto de abandono do Polo Industrial de Manaus (PIM). Agora, o superintendente da Suframa, coronel Alfredo Menezes, pretende retomar o contato. Quer aproveitar a visita de Bolsonaro a Israel para mostrar que os canais do PIM estão abertos.

 

Oficial de Justiça e olheiro do tráfico

A polícia estava intrigada: várias ações em Manacapuru foram frustradas porque os principais alvos desapareciam na hora “H”. Nesta sexta (15/03), o oficial de Justiça Luiz Carlos Teles da Silva, o Cacaio, foi preso sob a acusação de “dar o serviço” para traficantes. A juíza substituta Aline Kelly Ribeiro decretou a prisão preventiva dele. A “Operação Liberdade”, livre do “olheiro”, terminou com a prisão de 19 acusados de participar do tráfico em Manacapuru. O negócio estava correndo solto na Terra das Cirandas.

 

Luiz Castro x Dermilson Chagas

Um dos rounds mais intensos da política amazonense se deu quando o deputado estadual Dermilson Chagas era líder de Amazonino. Estilo trombador, o parlamentar chutou tanta canela que acabou tendo de ser substituído nas negociações mais delicadas por Vicente Lopes. Os adversários? Zé Ricardo Wendling, Serafim Corrêa, David Almeida (moderadamente), Sabá Reis e, principalmente, Luiz Castro. O principal móvel das discussões foram as cerca de 600 dispensas de licitação que Amazonino empreendeu, na maior cara dura. Agora, Luiz Castro vira secretário de Educação e faz contratação direta a torto e a direito. Quem é o principal crítico de Castro? Dermilson Chagas. A vida real é mesmo permeada de ironias…

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